Bom dia, investidores, A semana está recheada de divulgações importantes. Do Livro Bege dos Estados Unidos aos resultados da Petrobras, os próximos dias prometem movimentar o mercado. Saiba, em poucos minutos, o que esperar para a Bolsa e o seu dinheiro. O Fed, o banco central dos EUA, está no centro das discussões da semana. Jerome Powell, presidente do banco, irá ao Congresso americano para comentar o relatório divulgado na semana passada. O documento diz que não seria recomendado cortar os juros antes de garantir que a inflação está no caminho certo. Além disso, na quarta-feira, o Fed divulga o seu "Livro Bege", documento que descreve a situação econômica do país e serve de base para as decisões futuras sobre juros. Como o Tesouro americano é um dos investimentos mais seguros que existem, se os juros estão altos os investidores preferem investir nessa segurança, e retiram dinheiro de aplicações mais arriscadas - isso vale até para a Bolsa brasileira. A dúvida é sobre quando esse cenário deve se inverter, e quando o Fed deve começar a cortar os juros dos EUA. O Banco Central Europeu também divulga, na quinta-feira, suas decisões sobre a política monetária da zona do euro. Uma nova Bolsa de valores pode concorrer com a B3, informou o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Com sede no Rio de Janeiro, a possível nova Bolsa será presidida por Claudio Pracownik, ex-Ágora e ex-Genial Investimentos, e deve começar a operar no segundo semestre do ano que vem. O projeto está sendo estruturado pela Mubadala Capital, braço de gestão de ativos do fundo soberano de Abu Dhabi. Analistas da Ativa Investimentos avaliam que a notícia é negativa para B3, que desde 2017 é a única Bolsa do Brasil. Nos últimos anos já ocorreram tentativas de fazer frente à companhia, mas nenhuma obteve sucesso. Com o ciclo de queda de juros, especulações sobre novas concorrentes voltam a acontecer. "Há 10 dias tivemos informações da SL Tools fazendo o mesmo movimento. Por fim, entre todas as tentativas de concorrência, talvez a da Mubadala seja a melhor capacitada para fazer uma operação desse porte funcionar, o que traz ainda mais riscos para a B3", diz a Ativa. Na sexta-feira, as ações fecharam com queda de 2,26%. Mais de 20 empresas divulgam os seus balanços nesta semana. A Vibra (VBB3) apresenta os seus números do último trimestre e do ano passado hoje, após o fechamento. Na sexta-feira (1º), o presidente da distribuidora de combustíveis disse à Bloomberg que não negocia com a Eneva e nem está interessada em uma possível fusão. Para a Ativa, essa é uma fala positiva, já que a fusão não favoreceria a Vibra. Além disso, sinaliza que a empresa continuará focando em gerar valor. A recomendação da Ativa é de compra para VBBR3, com preço-alvo de R$ 24. O destaque da semana é a Petrobras (PETR4), que divulga o resultado na quinta-feira (7). O mercado aguarda o balanço após o presidente da estatal, Jean Paul Prates, ter sinalizado que a companhia poderia diminuir o pagamento de dividendos extraordinários. Na ocasião, Prates falou que a transição da companhia para uma potência em energia renovável exige "cautela" em relação ao pagamento de dividendos, e desde então os papéis da companhia despencaram, como já comentamos . O comentário foi um balde de água fria para o mercado, porque a empresa fechou o 3° trimestre de 2023 com US$ 17 bilhões em caixa, muito mais que a média do mercado para empresas do setor, de US$ 8 bilhões. Analistas começaram a fazer contas - com um dinheiro que aparentemente estaria sobrando - esperando um potencial dividendo extraordinário entre US$ 7 e US$ 8 bilhões. Alguns, mais conservadores, estimavam US$ 5 bilhões. Veja o fechamento de dólar e Bolsa na sexta-feira (1): Dólar: -0,36%, a R$ 4,955. B3 (Ibovespa): +0,12%, aos 129.180,27 pontos. Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br. |
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