Bom dia, povo caseiro! Isso é, se você ao menos conseguiu dormir o suficiente na noite passada para ter um bom dia hoje. As coisas já não andavam bem na noite do trabalhador moderno com uma rotina extenuante, e a pandemia do novo coronavírus parece nos fazer rolar na cama por ainda mais tempo, antes de conseguir desligar e recarregar para o dia seguinte. A semana foi cansativa — física e mentalmente — mas, para sair dessa, precisamos estar bem informados. Confia na cafeína, se for preciso, e vem ler os assuntos que separamos para você hoje. Jornada noite adentroEm algum momento você já deve ter se sentido culpada ou culpado por dormir algumas horinhas extras. E não estou falando de um dia normal em que você se atrasou porque precisou de "mais cinco minutinhos". Dormir, mesmo no fim de semana, traz cada vez mais a sensação de tempo perdido. A pressão por produtividade, o trabalho que adentra a vida pessoal e, agora, uma pandemia que assusta a qualquer um nos impedem de fazer algo super importante para sobreviver bem a tudo isso: dormir. Com um smartphone apitando notificações madrugada adentro, então, ninguém mais dorme. Matheus Pichonelli foi investigar qual é a cara da insônia atualmente. Vem ver. O que a covid-19 vai revelar sobre nósAs consequências da pandemia de covid-19 vão além das lamentáveis mortes e dos incômodos do isolamento social. Epidemias passadas, como a de ebola, ensinaram importantes lições sobre o que acontece com populações mais vulneráveis em momentos como esse. A repórter Marie Declercq conversou com Denise Pimenta, doutora em Antropologia pela USP, que viajou até Serra Leoa, na África, para sua pesquisa de doutorado. Ela analisa como uma pandemia pode oferecer a oportunidade de escancarar e aprofundar ainda mais questões de classe e gênero no Brasil e no mundo. Leia aqui. De um confinamento para outroTalvez a frase mais falada nos últimos meses tenha sido: lave as mãos. Mas você já parou para pensar que tem gente que sequer tem essa possibilidade? Parte da população carcerária, por exemplo, não tem acesso livre a pias — precisa pedir permissão — e muito menos a álcool em gel ou desinfetantes. Nos Estados Unidos, país com o maior número de presos no mundo, a solução tem sido libertar muita gente e diminuir o número de detenções para evitar a disseminação do novo coronavírus nas prisões. Entenda aqui quais são as regras e as justificativas para essa ação. Eles já estavam preparadosMuita gente precisou comprar mantimentos extras (com moderação, né, para não deixar os coleguinhas sem comida e papel higiênico) e aprender a cozinhar para evitar sair de casa. Sobreviver sem rede de proteção pode ser um desafio, mas tem quem já esteja preparado para isso há anos: são os sobrevivencialistas. Árvores frutíferas, painéis solares, coletores de água e fogões especiais fazem parte da rotina de quem vive preparado para um desabastecimento completo na sociedade. Cindy Wilk relata como é a vida dessas pessoas. Quem sabe você não consegue tirar algumas dicas de sobrevivência? Apagão no entretenimentoMas, se a sua abordagem na quarentena é descansar e relaxar nos momentos sem trabalho, tudo bem, também. Ninguém precisa virar um exemplo de produtividade nas horas livres e sair aprendendo três idiomas, como cozinhar ou tocar um instrumento. Ligar a TV para ver uma série ou colocar uma música para tocar são algumas das formas mais fáceis de relaxar nesses tempos estressantes. Só que o entretenimento também está sofrendo com a covid-19. Produções estão em pausa, programas de auditório não têm plateia, filmes ficaram sem salas de cinema para serem exibidos. Tiago Dias conta como a indústria está tentando lidar com esse apagão inédito. Home protestoRevoltados com a atitude desdenhosa do presidente Jair Bolsonaro em relação à pandemia, muitos brasileiros estão protestando — e não só nas redes sociais. Todas as noites, desde o último dia 17, muita gente tira do armário as panelas que ficaram guardadas desde 2016 e sai na janela para fazer barulho contra o presidente. Edison Veiga relembra a história dos panelaços e tenta entender como essa forma de protesto, que permite o distanciamento social, foi resgatada em tempos de covid-19. Confira. Autoritários e negacionistasFalando em Bolsonaro, ele continua diminuindo a relevância e o perigo do novo coronavírus. Convivendo com diversos infectados, o presidente não vê problema em dar a mão a apoiadores, convocar coletivas de imprensa presenciais ou comemorar seu aniversário com festa. E não é só aqui no Brasil que vemos esse tipo de comportamento no poder. Conversamos com especialistas que explicaram o que o descaso com a pandemia tem a ver com autoritarismo e descrédito na ciência pelo mundo. Leia aqui. Estamos juntos nessaNão é só de más notícias que vive o mundo nas últimas semanas. Apesar de muito individualismo (sim, estamos falando de você, que estocou papel higiênico sem necessidade), exemplos de solidariedade se multiplicam em meio à pandemia. Cantoria na janela, serviços gratuitos a distância, jovens que vão ao supermercado para que os idosos possam ficar em casa? Será que o caos pode resgatar um pouco da nossa humanidade? Vem ler o que pensam alguns especialistas. |
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