1. Maduro promulga lei que anexa Essequibo à Venezuela. A região, disputada há mais de um século, representa cerca de 70% do território da Guiana. É rica em minerais, com grandes reservas de petróleo. No final do ano passado, o governo de Maduro propôs uma lei para criar um Estado venezuelano em Essequibo, iniciativa com amplo apoio popular. O anúncio gerou semanas de tensões entre os países e soldados foram enviados à fronteira. O Brasil e outros mediadores conseguiram na época obter um acordo. No ano passado, o Tribunal Internacional de Justiça da ONU reconheceu que a área está em disputa, mas afirmou que atualmente o controle pertence de fato à Guiana e ordenou à Venezuela que se abstenha de qualquer iniciativa, até a decisão sobre o mérito do caso. 2. Trump aparece à frente de Biden em 6 Estados na corrida presidencial. Segundo pesquisa publicada pelo Wall Street Journal, o republicano tem vantagem de 2 a 8 pontos percentuais sobre Biden entre os eleitores da Pensilvânia, Michigan, Arizona, Geórgia, Nevada e Carolina do Norte. Em Wisconsin, sétimo Estado onde a disputa deve ser acirrada, o democrata ficou três pontos percentuais à frente de Trump em um cenário em que houvesse vários candidatos, mas empatou com Trump em um confronto direto. A campanha de Biden para a reeleição enfrenta preocupações dos eleitores com a economia, apesar do bom desempenho de indicadores como o emprego, consumo e o PIB. As opiniões negativas sobre o desempenho de Biden superam as positivas em mais de 20 pontos em quatro Estados. 3. Terremoto em Taiwan paralisa produção de chips e ameaça economia global. A ilha é uma das principais produtoras de semicondutores avançados e tem a maior fábrica de chips do mundo, a TSMC, que fornece para a Apple e Nvidia. A companhia informou que retirou alguns funcionários de suas unidades e que algumas máquinas foram danificadas, mas ressaltou que a maioria dos equipamentos já havia voltado ao normal. Várias empresas do setor asseguraram que vão voltar às atividades, mas outras sofrem perturbações e podem ter atrasos na produção, afirmam analistas. Eles também destacam que alguns chips de ponta precisam de operações ininterruptas 24 horas por dia e a suspensão de operações industriais pode ter estragado o material. O tremor em Taiwan na quarta-feira foi o mais forte em 25 anos, matando pelo menos nove pessoas e deixando mais de mil feridos. Centenas permanecem bloqueadas nos escombros.  | | Macron inaugura Centro Aquático Olímpico para os Jogos de Paris 2024 | | Imagem: Gonzalo Fuentes/Pool/Reuters |
4. ONGs de ajuda humanitária suspendem ações em Gaza após ataque de Israel. A World Central Kitchen, que atua na distribuição de ajuda transportada por via marítima a partir de Chipre, suspendeu suas atividades na região e também enviou de volta a Chipre três embarcações com toneladas de alimentos, diz o jornal The New York Times. Outras organizações humanitárias, como a Anera, com atividades nos territórios palestinos há 55 anos, interromperam seus trabalhos ou constatam que seus integrantes querem deixar a região. Mais de 200 trabalhadores humanitários já morreram na guerra em Gaza. O presidente americano, Joe Biden, disse estar "indignado e com o coração partido" após o ataque de Israel contra os membros da ONG americana, mas a Casa Branca mantém silêncio sobre se a tragédia provocaria mudanças no fornecimento de armas dos EUA para Israel, escreve o The New York Times. 5. Coreia do Norte testa novo míssil hipersônico de médio e longo alcance. O líder Kim Jong-un afirmou que o país atingiu "o objetivo de adquirir mísseis de diferentes alcances, combustível sólido, ogiva controlada e nuclear", segundo a agência estatal. Militares sul-coreanos informaram que o míssil da Coreia do Norte viajou cerca de 600 quilômetros antes de cair nas águas entre a Coreia do Sul e o Japão. Já os norte-coreanos declararam que a arma percorreu mil quilômetros e "não teve efeito negativo na segurança dos vizinhos". Mísseis hipersônicos viajam com velocidade de mais de 6 mil km/h e podem adotar trajetória aleatória em pleno voo, sendo mais difíceis de interceptar. 6. Deu no Financial Times: Google planeja cobrar por buscas feitas com IA. Diante da forte concorrência no setor com a OpenAI, do ChatGPT, que tem parceria com a Microsoft, a gigante Google estuda monetizar as melhorias incorporadas ao seu motor de busca, o mais utilizado no mundo, escreve o FT. Entre as opções analisadas, a incorporação de recursos de pesquisa alimentados por IA em seus serviços de assinatura premium, que já fornecem acesso ao seu novo assistente Gemini AI. A versão gratuita do Google Search seria mantida, mas com resultados menos abrangentes, e os anúncios continuariam a aparecer. A Google começou a testar no ano passado um serviço de busca alimentado por IA. Mas a potência de cálculo exigida é tão elevada que a versão gratuita não seria rentável. Cobrar por pesquisas representa uma guinada para a Google, que sempre ofereceu seu motor de busca principal gratuitamente. |
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