Bom dia!
Os ânimos das bolsas globais arrefeceram depois do susto com uma possível reviravolta nas apostas de cortes de juros por parte do Fed. Nesta manhã, os principais índices voltam a ter viés de alta, com Europa no positivo e os futuros americanos contratando a mesma direção para o pregão regular.
Jerome Powell tem sido ao mesmo tempo o good cop e o bad cop do mercado financeiro. Na semana passada, a fala do presidente do BC causou agitação. Ontem, foi a fonte do alívio. Powell disse que vê riscos de cortar juros cedo demais da mesma maneira teme esperar demais para cortar as taxas. Tudo muito parecido com o que ele diz faz tempo.
Hoje será dia de muitas declarações dos Fed Boys. E dado os ânimos sensíveis dos investidores, a turma do BC americano será ouvida com ainda mais atenção, para comparar o que dizem os colegas de Powell com as declarações do chefe.
Isso num pregão "filler", em que não há um indicador muito forte no exterior para guiar os mercados – e com a expectativa pelos dados do payroll, que sai amanhã.
Nesta manhã, não havia referência para o EWZ em Nova York. Os recibos de ações da Vale sobem, enquanto os papéis da Petrobras caem.
No Brasil, o câmbio passou a atrair mais atenção da Faria Lima, após o repique do dólar – que tem causas majoritariamente externas, de acordo com o próprio presidente do BC, Roberto Campos Neto. Não é só o Brasil que está sofrendo. Moedas de países como Japão, Turquia e Indonésia também estão sob forte pressão, e bancos centrais têm intervido no câmbio para evitar oscilações bruscas.
Aqui, a ação do BC foi isolada, e ligada ao vencimento de títulos públicos em dólar. Campos Neto voltou a dizer que no Brasil o câmbio é flutuante.
Nesta quinta, o BC divulga dados de fluxo cambial semanal, que ajudará a entender as razões por trás da oscilação aqui no Brasil. Bons negócios.
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