Bom dia!
Tecnicamente, era para as ações Petrobras estarem subindo. O barril do petróleo tipo brent rompeu a barreira dos 90 dólares pela primeira vez desde outubro do ano passado, uma consequência do aumento das tensões no Oriente Médio.
E, claro, se o petróleo fica mais caro, a receita com a venda do produto aumenta, potencialmente elevando o lucro. E lucro maior significa ações valorizadas.
Antes fosse simples assim: investidores têm cobrado um preço elevado pelas incertezas políticas ao redor da companhia desde que decidiu-se, no começo de março, não pagar os dividendos extraordinários esperados.
Desde aquele anúncio, a companhia está debaixo de mau tempo, porque as especulações sobre a liberação ou não do dinheiro ainda não fora apaziguadas. A ideia era usar o dinheiro retido para investimentos, depois considerou-se que isso não seria possível pelo estatuto da empresa.
Agora, o governo ainda tenta decidir se há espaço para fazer algo com o dinheiro ou não. E se o melhor não seria mesmo distribuí-los aos acionistas. As ações têm queda acumulada de 6% desde lá.
Enquanto isso, Jean Paul Prates, presidente da estatal, está sob fritura pesada. Os jornais Folha de S.Paulo e Valor Econômico dizem que o governo chamou Aloizio Mercadante, hoje à frente do BNDES, para comandar a companhia.
Não deu outra: os recibos de ações da Petrobras em Nova York caem 0,9% pelas 7h30 da manhã (mais cedo, o tombo era de mais de 1,5%). A notícia é especialmente ruim porque pesa não só sobre a bolsa. Se estrangeiros quiserem vender as ações da Petro no Brasil e decidirem migrar para outro mercado, o dólar sobe. E essa tem sido a tendência da moeda americana nas últimas semanas.
Enquanto isso, investidores em Wall Street contrariam a expectativa de cautela antes dos dados oficiais de emprego nos EUA e avançam. Investidores esperam que o ritmo de contratação tenha diminuído, mas o desemprego deve permanecer baixo, a 3,8% de acordo com dados da Bloomberg. O otimismo das bolsas depende da confirmação desses números, em um cenário que o mercado de trabalho extremamente robusto nos EUA serve de argumento para adiar cortes de juros nos EUA. Bons negócios.
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