Durante pronunciamento na noite de ontem, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) declarou que o país deve retornar à normalidade, criticou governadores por causa da quarentena, questionou o fechamento de escolas e disse que a imprensa espalhou pânico em torno do coronavírus, chamado por ele de 'gripezinha'. Em diversos momentos do pronunciamento, Bolsonaro distorceu o cenário de pandemia do novo coronavírus, e contrariou medidas de controle adotadas em dezenas de países e órgãos de saúde, além do próprio discurso do Ministério da Saúde, que orienta evitar aglomerações. O discurso foi alvo de panelaços em São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse que a posição de Bolsonaro era "grave" e que "o país precisa de uma liderança séria". Diversos governadores criticaram o pronunciamento. "Desconectado da realidade, desconectado da ação do Ministério da Saúde, atrapalha o trabalho dos governadores e menospreza os efeitos da pandemia", disse Renato Casagrande (PSB), governador do Espírito Santo. Por meio das redes sociais, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse que, se Bolsonaro não se calar, "estará preparando o fim". "E é melhor o dele que de todo o povo", escreveu. |
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