Enquanto no Brasil o debate em torno da vacina contra a covid-19 é marcado por disputas políticas, entidades internacionais, empresas multinacionais e governos estrangeiros começam a preparar o que deve ser, em 2021, o maior projeto de imunização da história. Uma operação de guerra está sendo montada a fim de dar conta de uma campanha de vacinação mundial, escreve hoje o colunista do UOL Jamil Chade. Só a Unicef já embalou e deixou prontas para o envio mais de 500 milhões de seringas. A previsão, porém, é de que o mundo precisará em 2021 de cerca de 1 bilhão de seringas apenas para permitir que as primeiras metas de imunização sejam atingidas. Mas os obstáculos vão muito além de descobrir a vacina ou estocar seringas. Hoje, das cerca de 40 candidatas sendo testadas, muitas vão exigir armazenamento em locais em freezeres com baixas temperaturas, um desafio para muitas cidades pelo mundo. Por conta disso, uma equipe da OMS (Organização Mundial da Saúde) começa a trabalhar para estabelecer canais de distribuição e para ajudar governos. Na semana passada, depois de uma reunião de um grupo de especialistas, ficou estabelecido que profissionais de saúde, idosos e pessoas com certas doenças receberiam a vacina de forma prioritária. Isso significaria cerca de 20% da população mundial. O restante poderia ter de esperar até 2022. 
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