Muita coisa ainda pode acontecer até dezembro, quando termina "A Fazenda 12", mas já é possível cravar que nenhum gênero foi mais bem-sucedido na televisão em 2020 do que os reality shows.
A pandemia de coronavírus, infelizmente, tem parte da responsabilidade pelo que aconteceu. Foi ela que causou a suspensão da gravação de novelas e programas de auditório, assim como impôs sérias limitações à realização de shows de talentos e outras atrações no campo das variedades.
O jornalismo nadou de braçada neste período, e este é um aspecto positivo. Mas ninguém se "alimenta" apenas de notícias. O divertimento é essencial. E foi aí que o "BBB 20" e "A Fazenda 12" mostraram a sua força.
O reality show da Globo foi tão bem em matéria de audiência, engajamento nas redes sociais e faturamento comercial que, de forma inédita, teve a sua duração estendida por mais quatro dias. Um dos paredões, segundo a emissora, passou de 1,5 bilhão de votos, um recorde mundial.
Já o da Record, lançado em setembro, tem batido seguidos recordes no Ibope, assim como de engajamento. Com alguma frequência, o programa fica em primeiro lugar na briga com os concorrentes. Uma votação atingiu, segundo a emissora, o recorde de 600 milhões de votos.
O que explica esse sucesso? Tanto o "BBB" quanto "A Fazenda" foram beneficiados pela falta de outras boas opções de entretenimento na TV. Ambientes fechados e controlados, os dois realities conseguiram oferecer a garantia de segurança contra o coronavírus que outros programas não foram capazes de propiciar.
Mais que isso, não há dúvidas de que o espectador brasileiro tem especial interesse por este gênero. Não é o único, diga-se - o reality de confinamento faz sucesso em outros países também. Mas a longevidade e o sucesso por aqui do "BBB" e da "Fazenda" comprovam que programas deste tipo tem uma longa vida pela frente. 
|
Nenhum comentário:
Postar um comentário