O nível da água na Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, era de 2,8 metros na manhã desta quinta-feira (16), igualando novamente o nível das históricas enchentes de 1941. As cidades de Pelotas, São Lourenço do Sul e Rio Grande estão em alerta para inundações. Em Porto Alegre, o nível do Guaíba caiu abaixo de 5 metros, mas a previsão é de mais chuva. E meteorologistas afirmam que as ruas da capital seguirão alagadas por semanas. O número de mortos pela crise das chuvas no estado, até o final da tarde, era de 151, com 104 pessoas desaparecidas. O escritor Jeferson Tenório afirma que, após esta tragédia, o Rio Grande do Sul "como conhecíamos" não mais existirá, com impactos na economia e na geografia, mas também "na subjetividade e memória" dos gaúchos. Para ele, as enchentes são um marco que indica que será necessária uma nova maneira de administrar o estado, considerando a questão ambiental. O colunista Eduardo Carvalho exalta o papel do jornalismo, que, além de fazer a cobertura dos fatos da enchente, está pautando as questões climáticas que nos desafiam e exigindo cobranças aos governantes. E, olhando adiante, José Roberto de Toledo traz dados de levantamento do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) que mostram que, no país, 47 milhões de pessoas -um quarto da população- estão em áreas com risco alto ou muito alto de inundação -e o grupo de alto risco inclui as principais cidades brasileiras. Jeferson Tenório: Dados mostram que o Rio Grande do Sul como conhecíamos nunca mais existirá Eduardo Carvalho: Num país de muitas realidades, jornalismo é ato de serviço José Roberto de Toledo: Quase 50 milhões estão sob risco alto ou muito alto de inundação no Brasil Reinaldo Azevedo: Jornalismo não pode se tornar mera extensão do berreiro nas redes Reinaldo Azevedo: Lula, os negros do RS, disputa eleitoral até os 120 e os zurros malcriados Letícia Casado: Reconstrução do RS com Pimenta projeta 2026 e tenta recompor imagem de Lula |
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