Olá, investidor. O mundo dos investimentos nesta semana foi marcado pelas decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil. Por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) confirmou as projeções do mercado e elevou a Selic, a taxa básica de juros, em 0,5 ponto percentual, para 13,25% ao ano. Os investidores esperam por mais informações a respeito dos próximos movimentos do Copom, uma vez que existe a possibilidade de uma nova elevação da mesma magnitude ser anunciada na próxima reunião, o que levaria a Selic a 13,75% ao ano. Nos Estados Unidos, após a inflação ao consumidor ter subido mais do que o esperado em maio, acumulando alta de 8,6% nos últimos 12 meses, o Federal Open Market Committee (Fomc, o comitê de política monetária dos EUA) se viu forçado a elevar a taxa básica de juros do país em 0,75 ponto percentual, para o patamar entre 1,5% e 1,75% ao ano. Alguns dias antes, o mercado projetava uma elevação de 0,5 ponto percentual também nos EUA, mas a disparada da inflação tornou necessária uma mudança de postura por parte das autoridades monetárias do país. Com juros em alta, o crédito se torna mais caro e há um desestímulo ao consumo, o que tende a desacelerar a atividade econômica, mas leva tempo até que os efeitos dessa alta das taxas sejam sentidos pela população. Aqui no Brasil, onde o atual ciclo de alta dos juros teve início em março de 2021 e já se aproxima do seu fim, tanto os efeitos positivos quanto os negativos já são notados. Ao mesmo tempo em que os consumidores e empresários têm enfrentado dificuldades na hora de tomar empréstimos ou financiar bens, a inflação deu sinais de desaceleração nos últimos meses, subindo 0,47% em maio. Nos EUA, por outro lado, o ciclo de alta ainda está em seu estágio inicial, tendo a primeira elevação dos juros sido anunciada em março deste ano -12 meses depois do início do ciclo no Brasil. Com pouco tempo de juros em alta, a inflação segue sem responder à alta das taxas, e avançou 1% em maio. Dessa forma, ainda há muito espaço para os juros subirem nos EUA, mas esse processo tende a trazer bastante volatilidade para as Bolsas de Valores do país. Isso porque a alta dos juros torna o financiamento das empresas mais custoso, fenômeno que prejudica especialmente as chamadas "empresas de crescimento", que estão constantemente investindo na expansão de seus negócios. Além disso, a alta dos juros torna a renda fixa mais atrativa, estimulando uma migração de capital para ativos mais defensivos, atrelados às taxas básicas de juros. Assim, os próximos meses serão difíceis para os mercados norte-americanos, mas a esperada desvalorização das ações pode criar ótimas janelas de oportunidade para os investidores com visão de longo prazo. Leia no 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes UOL, que possuem acesso integral ao conteúdo de UOL Investimentos): informações sobre a prévia operacional da operadora de shopping centers Iguatemi. Rafael Bevilacqua Estrategista-chefe e sócio-fundador da Levante ********** NA NEWSLETTER CARTEIRA RECOMENDADA Nesta semana, a newsletter Carteira Recomendada mostra que os BDRs são o caminho mais fácil para investir nas maiores empresas do mundo, sem sair do Brasil. Veja o relatório completo sobre o tema e tome sua melhor decisão de investimento. Para se cadastrar e receber a newsletter semanal, clique aqui. |
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