Esta newsletter traz um resumo gratuito de conteúdo do UOL Economia+. Assinantes têm acesso à versão integral, com mais orientações. A CVM, órgão responsável pelo mercado de capitais no Brasil, passou a permitir que ETFs (sigla em Inglês para Exchange Traded Funds) que existem no exterior possam ser oferecidos a investidores no Brasil também. A maior parte desses produtos que existem lá fora só podia ser comprado por brasileiros classificados como investidor qualificado - aquele com mais de R$ 1 milhão para investir. Agora, o acesso foi ampliado mesmo ao pequeno poupador. "Com essa mudança, passamos a ter um caminho aberto para a listagem de novos ETFs aqui no Brasil", afirma a especialista em investimentos globais da casa de análise Spiti, Francine Balbina. Há ETFs negociados no Brasil, mas em pequeno número relação ao tamanho do mercado global. Para comparar, no mundo há mais de 7 mil ETFs. Na B3, há apenas 23 ETFs, sendo 17 de renda variável e seis de renda fixa. Veja aqui muito mais sobre os ETFs no Brasil O líder mundial em ETFs é a BlackRock, firma americana também maior gestora de recursos do planeta, com mais de US$ 7,5 trilhões (R$ 41 trilhões) sob gestão. A companhia oferece lá fora ampla lista de mais de 700 ETFs dos mais diferentes tipos. "Temos uma oportunidade enorme, e estamos bastante atentos. Estamos estudando isso sim, vendo o que podemos oferecer para efetivamente complementar uma estratégia de portfólio do investidor brasileiro". Carlos Takahashi, presidente da BlackRock no Brasil Índice de índicesO ETF é um fundo de investimento negociado na Bolsa como se fosse uma ação. A grande maioria deles acompanha um índice de mercado, como um índice de ações - Ibovespa, no Brasil, ou o S&P500, da Bolsa de Nova York, por exemplo - ou índices de títulos ou mesmo índices de moedas. Assim, ao comprar um ETF, a pessoa está investindo de uma única vez em uma cesta de ativos. Por exemplo: o BOVA11, ETF da BlackRock negociado na Bolsa brasileira, reproduz o Ibovespa. DiversidadeCom as novas regras, as instituições financeiras poderão oferecer aqui ETFs estrangeiros de índices de outras Bolsas de outros países. Quando esses produtos começarem a ser oferecidos no Brasil, o aplicador poderá comprar ETFs que acompanham, por exemplo, índices de ações apenas de tecnologia, nos Estados Unidos, ou índices que acompanham apenas empresas chinesas, ou ainda ETFs que seguem índices do mercado de metais, como ouro e prata. Vantagens de ETFs- Diversidade: É possível aplicar em diversos ativos de uma única vez, por meio do ETF. Ao diversificar a aplicação, o risco do investidor diminui porque o dinheiro está distribuído em vários ativos.
- Simplicidade: Como é negociado em Bolsa, o ETFs tem um modelo de transação semelhante ao desse mercado. Para começar a investir, basta abrir conta na corretora e começar a dar as ordens de compra e venda.
- Transparência: Como os ETFs seguem índices de mercado, o investidor tem uma noção clara de como sua aplicação está se saindo porque tem referências para comparar. Um ETF que segue o índice Nasdaq, da Bolsa eletrônica americana, por exemplo, tem um comportamento semelhante a esse indicador, que é conhecido e tem desempenho verificado a qualquer momento.
- Custos: Em sua maioria, como seguem índices, os ETFs não têm complexidade para o gestor de recursos. Por isso, a taxa cobrada do aplicador é baixa, na casa de 0,3%. Isso é menos, por exemplo, que a taxa de administração de muitos fundos de ações passivos, que seguem o Ibovespa.
- Aplicação mínima: Com o ETF, o investidor consegue dividir um pequeno capital inicial em pequenas frações de vários ativos.
Cuidados- Evitar ETF complexo: Para começar, a melhor opção é buscar ETFs que seguem índices de mercados mais conhecidos. Isso porque há ETFs que seguem negócios sofisticados, incluindo produtos alavancados - em que o aplicador pode até perder o dinheiro inicial aplicado.
- Custos: Uma das vantagens do ETF é ser um produto acessível e de baixo custo para o aplicador. Por isso, o investidor deve ficar atento à taxa cobrada.
- Liquidez: Como ações negociadas em Bolsa, os ETFs mais interessantes são também aqueles que têm maior liquidez, ou seja, maior facilidade para serem vendidos ou comprados a qualquer momento. Atenção com produtos que têm poucos negócios. Segundo a B3, em agosto os ETFs tiveram uma média diária de negócios entre quatro transações, o menos líquido (XBOV11), e 36 mil negócios, o mais negociado (BOVA11).
Veja aqui muito mais sobre os ETFs no Brasil |
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