O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a afirmar hoje que a vacina contra a covid-19 não será obrigatória. Em conversa com seus apoiadores, transmitida pelo canal "Foco do Brasil", o presidente declarou que a lei deixa claro que o assunto compete ao ministério da Saúde. "Meu ministro já disse claramente que não será obrigatória essa vacina e ponto final. Tem um governador aí que está se intitulando o médico do Brasil dizendo que ela será obrigatória. Repito que não será", disse ele, referindo-se ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Bolsonaro acrescentou que a vacina, depois de aprovada pelos órgãos competentes, será oferecida aos brasileiros de forma gratuita. O governo federal tem apostado suas fichas na vacina desenvolvida pela universidade de Oxford. Em São Paulo, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse hoje que ainda não é possível precisar quando as doses da Coronavac estarão disponíveis. Anteriormente, Doria havia dito que a vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac poderia começar a ser aplicada em profissionais de saúde a partir de 15 de dezembro, caso fosse aprovada em todos os testes. Questionado hoje se a data se manteria, Covas respondeu: "Não. Não creio". Enquanto isso, o diretor do Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF, na sigla em inglês) Kirill Dmitriev espera que o registro da vacina russa Sputnik V no Brasil, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya em parceria com a farmacêutica União Química, seja apresentado em dezembro. O governo da Bahia já realizou a compra de 50 milhões de doses, a serem entregues diretamente do instituto russo. |
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