Marcus Vinicius D'Almeida não vai nem precisar pôr o bigode de molho: já está classificado para a Olimpíada. Carimbou o passaporte ao ser medalhista de bronze do Campeonato Mundial de Tiro com Arco, disputado em Berlim. Com isso, poderá disputar o Pan já relaxado, consciente de que, se mantiver o nível, será candidatíssimo não só a uma medalha olímpica, mas ao ouro olímpico. Em Berlim, Marquinhos foi terceiro da fase de classificação e não perdeu nenhum até a semifinal, mesmo enfrentando o atual vice-campeão olímpico, o italiano Mauro Nespoli, e o campeão olímpico por equipes Kim Je-deok, da Coreia do Sul. Na semi, fez duelo parelho contra o turco Mate Gazoz, atual campeão olímpico. Empatou os três primeiros sets e só perdeu os dois seguintes nos detalhes. Voltou ao estande para ganhar o bronze, enquanto Gazoz ficou com o ouro. Líder do ranking mundial e medalhista de dois Mundiais seguidos, o brasileiro deixou de ser promessa. É realidade. ***** O Olhar Olímpico contou, logo no comecinho do ano, que Gustavo Balaloka estava começando a colocar o Brasil no mapa do BMX Freestyle Park, que a grosso modo é uma versão para bicicletas do skate park. Ontem (7), ele foi décimo colocado da prova no Mundial de Ciclismo, que está sendo disputado em Glasgow (Escócia). O resultado tende a classificá-lo para a Olimpíada de Paris na modalidade olímpica com menos vagas disponíveis. O processo de seleção é complexo, e parte de um circuito mundial de três etapas que será realizado em 2024. Dali saem seis classificados. Outras cinco vagas serão distruídas a partir dos resultados dos Mundiais de 2022 (duas) e 2023 (três), priorizando continentes que ainda não tiverem classificados. Como os melhores do mundo são um australiano, um britânico, um norte-americano e um japonês, essa cota só deve ser necessária para a África. Vão a Paris, assim, os 11 melhores do mundo, incluindo um francês. Balaloka, que foi 10º no Mundial, deve estar neste grupo. ***** Renan Gallina ainda não tem índice olímpico, mas parece questão de tempo ele correr os 200m em menos de 20s16 de novo — já fez isso no ano passado, aos 18 anos. O garoto, que agora tem 19, tem tudo para fazer a marca mínima no Mundial de Atletismo, daqui a duas semanas, em Budapeste (Hungria). Mas os objetivos para ele têm que ser muito maiores do que só se classificar a Paris. Renan, que acabou de voltar de lesão e estava sem confiança, foi o único brasileiro a vencer uma prova no Pan Sub-20 disputado em Porto Rico no fim de semana passado. Marcou 20s37 nas eliminatórias e 20s44, soltando, na final. No ano, entre os corredores da categoria júnior, só os astros Erriyon Knighton (bronze no último Mundial) e Issame Asinga (surinamês que bateu o recorde sul-americano dos 100m) foram mais rápidos. Com Renan, o revezamento do Brasil ganha ainda mair corpo. Além dele, o time tem Erik Cardoso (9s97 nos 100m, novo recordista nacional), Felipe Bardi (10s07 no ano), Rodrigo do Nascimento (10s12 no ano) e Paulo André Camilo (10s03). O ex-BBB conseguiu o improvável e se classificou também para correr os 100m no Mundial. A prova individual será nos dias 19 e 20, enquanto o revezamento corre nos dias 25 e 26 de agosto. PA tem feito uma preparação que não permite a ele correr diversas vezes em alto nível, guardando energia para poucos tiros. Pela distância de tempo entre as provas, pode dar certo. |
Nenhum comentário:
Postar um comentário