terça-feira, 8 de agosto de 2023

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RITMO LENTO
 
O Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, divulgou a ata da reunião que reduziu em meio ponto percentual a Selic e sinalizou mais cortes no decorrer do ano. Em entrevista ao repórter Diego Gimenes para o programa VEJA Mercado desta terça-feira, 8, o economista André Perfeito diz que a ata traz sinais de que o comitê deve manter a taxa Selic acima de 10% por tempo indeterminado. A última edição do Boletim Focus projetava que os juros encerrariam o ano de 2024 a 9,25%. A comunicação do Copom, contudo, indica que a política monetária pode permanecer mais contracionista do que se esperava. Para não perder nenhuma edição do programa, siga o canal de VEJA no Youtube e também no Spotify.
 
RETOMADA
 
A redução da taxa básica de juros, combinada com o pacote de reformas financeiras recém-apresentado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aumenta a expectativa de aquecimento do mercado de capitais. Em entrevista ao repórter Pedro Gil, o diretor da área de investimentos do C6 Bank, Igor Rongel, projeta que o fluxo de IPOs, ausentes no Brasil desde o início de 2022, será retomado, porém, quando se trata do comportamento do investidor, há algumas mudanças trazidas nos últimos anos. "O investidor brasileiro descobriu o mercado internacional", afirma. "Uma vez que isso acontece, ele vai continuar alocando parte do patrimônio lá fora."
 
MAU HUMOR 
 
O Ibovespa negocia em queda de 0,3% no meio do dia, na casa dos 119 mil pontos. O dólar comercial sobe 0,6%, cotado a R$ 4,92. Os indicadores repercutem a ata do Copom e também são afetados por um mau humor no mercado internacional. A balança comercial chinesa teve uma retração maior do que a esperada em julho. A bolsa de Hong Kong fechou em queda de 1,7%, enquanto o índice americano Dow Jones recuava 1,1% na sessão.
 
SOB SUSPEITA
 
Umas das linhas de investigação da CPI sobre o rombo contábil na Lojas Americanas envolve a identificação dos ganhos obtidos com a provável fraude na companhia. Os parlamentares buscam entender as vendas de ações da Americanas por parte de altos executivos. Registros feitos pela empresa à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) apontam que ex-diretores se desfizeram de 240 milhões de reais em ações assim que o nome de Sérgio Rial, um substituto para o ex-presidente Miguel Gutierrez, vindo "de fora" da empresa, foi comunicado. A CPI ouve nesta terça-feira, José Timótheo, ex-diretor financeiro da Americanas, e Márcio Cruz, ex-presidente da B2W. Leia mais no Radar Econômico. 
 
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