Amanhã o estado de São Paulo deve anunciar a saída da fase de transição, em vigor desde abril, para voltar a adotar critérios definidos a partir dos indicadores de cada uma das 17 divisões feitas pelo governo João Doria (PSDB). A reportagem é de Lucas Borges Teixeira. Se retomar os parâmetros estabelecidos no Plano São Paulo, apenas a Baixada Santista teria índices para ficar fora da fase vermelha, a mais restritiva no plano de flexibilização econômica. Isso porque 15 das 17 regiões estão com alta porcentagem de ocupação de UTIs (Unidades de Terapia Intensiva). Até ontem, apenas Araçatuba (74,2%) e Baixada Santista (60,6%) estavam com lotação inferior aos 75% —porcentagem indicada para a fase laranja. Mas Araçatuba seria classificada na fase vermelha por outros dois indicadores: média de novos óbitos (20,8) e de novos casos (745,8) por 100 mil habitantes. A ida de praticamente todo o estado para a fase vermelha representaria um recrudescimento das regras. A atual fase de transição, que já sofreu diversas mudanças, está mais próxima da fase amarela, no centro do plano, do que entre as medidas mais rígidas. As medidas atualmente valem para o estado inteiro, mas, com a discrepância de algumas regiões, os médicos do comitê contra a covid avaliam que o modelo segmentado pode ser mais eficiente. 
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