Uma disputa jurídica sobre o acesso a documentos do acordo de leniência da Odebrecht gerou um novo capítulo no embate entre a Lava Jato no Paraná e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A menos que ele se resolva antes de 19 de dezembro, há risco de a denúncia prescrever, escreve hoje no UOL o repórter Vinicius Konchinski. O processo em questão é o da segunda denúncia força-tarefa contra o ex-presidente, apresentada em dezembro de 2016. Na ação, ele é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas à compra pela Odebrecht de um terreno que seria destinado ao Instituto Lula, em São Paulo. Desde 2017, a defesa de Lula já solicitou ao menos 16 vezes à Justiça para ter acesso a todo o acordo fechado com a Odebrecht desde 2016. Segundo o advogado Cristiano Zanin, Lula é inocente, e sem disponibilização total dos documentos do acordo de leniência da Odebrecht a ação contra ele é injusta. Já a força-tarefa defende-se dizendo que todos os documentos que embasam a acusação da força-tarefa contra o ex-presidente já foram disponibilizados e que os pedidos têm sido feitos a fim de "procrastinar a tramitação processual" em busca de uma eventual prescrição da causa. E isso pode acontecer no dia 19 de dezembro deste ano, quando completam-se quatro anos desde de que a denúncia sobre o caso do terreno do instituto foi aceita pela Justiça Federal. Como Lula tem mais de 70 anos, os prazos de prescrição em seus processos contam pela metade. 
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