Olá, A eleição presidencial deste ano deve ser particularmente desafiadora para os mercados brasileiros, uma vez que os principais candidatos têm defendido uma série de medidas custosas para os cofres públicos e que colocam em xeque o cumprimento de uma agenda de responsabilidade fiscal. Na terça-feira (16), teve início, ao menos oficialmente, o período de campanha eleitoral, que se estende até 1° de outubro, véspera do primeiro turno das eleições. O início do período de campanha coincide com o final da temporada de balanços do segundo trimestre, o que significa que os próximos meses devem ser conturbados para a Bolsa, que não contará com a ajuda dos resultados corporativos para driblar a ansiedade eleitoral. Contudo, é preciso ter pulso firme e não se deixar levar pelo pânico e pelo comportamento de manada. Em momentos de tensão e instabilidade, muitos investidores tendem a adotar uma postura alarmista e acabam vendendo bons ativos na pior hora possível. Antes de mais nada, é preciso ter em mente que existe um abismo entre o que os políticos dizem em campanha e o que eles fazem uma vez que chegam ao poder. Tanto para o bem quanto para o mal, é extremamente comum ver promessas de campanha sendo quebradas quando a realidade se impõe. Além disso, sempre há boas oportunidades de investimento disponíveis, e há muitos grandes investidores que já venceram diversas crises ao longo de décadas de experiência no mercado financeiro. Por fim, tendo em vista o recuo da inflação e a perspectiva de fim do ciclo de alta dos juros, podemos dizer que há uma série de fatores capazes de impulsionar a alta da Bolsa mesmo em meio a bravatas populistas e debates frequentemente infrutíferos entre figuras proeminentes da política brasileira. Dessa forma, caberá ao cenário externo desempatar esse equilibrado duelo entre a melhora da economia doméstica e a incerteza eleitoral. Caso o cenário macroeconômico e geopolítico global dê sinais de melhora, especialmente no que diz respeito à inflação dos Estados Unidos e às tensões entre China e Taiwan, é possível projetar um cenário otimista para o mercado brasileiro de ações. Leia no 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes UOL, que têm acesso integral ao conteúdo de UOL Investimentos): informações sobre os resultados da Vibra Energia, ex-BR Distribuidora, no segundo trimestre de 2022. Um abraço, Rafael Bevilacqua Estrategista-chefe e sócio-fundador da Levante ********** NA NEWSLETTER A COMPANHIA A newsletter A Companhia analisa se vale a pena investir no MRV&Co, grupo que abrange a construtora MRV e outras quatro empresas. Recentemente, ele divulgou um lucro líquido atribuído aos acionistas controladores de R$ 215 milhões (ajustado) relativo ao segundo trimestre deste ano. Para se cadastrar e receber a newsletter semanal, clique aqui. Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para duvidasparceiro@uol.com.br. |
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