A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) estima até 3.000 novas mortes no estado do Rio de Janeiro por covid-19, se as aulas nas escolas forem retomadas a partir de agosto. Um estudo, divulgado ontem pela Fiocruz, traça um panorama em todo o país do impacto da volta às aulas em uma população de mais de 9 milhões de pessoas do grupo de risco que convivem na mesma casa com crianças e adolescentes em idade escolar — 600 mil delas moram no Rio. A estimativa leva em consideração idosos com mais de 60 anos e pessoas com diabetes, problemas no coração ou no pulmão que convivem na mesma casa com ao menos uma pessoa com idade entre 3 e 17 anos. Segundo a Fiocruz, cerca de 10% dessa população deve precisar de cuidados intensivos — o equivalente a 60 mil pessoas no Rio. O cálculo de óbitos em decorrência da covid-19 para o estado foi feito a pedido do UOL pelo epidemiologista Diego Ricardo Xavier, um dos responsáveis pelo estudo. O Sinpro RJ (Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro) citou os estudos científicos da Fiocruz para manifestar contrariedade em relação à autorização de volta às aulas. Na terça-feira (21), o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) anunciou o retorno facultativo das atividades escolares da rede particular para alunos dos 4º, 5º, 8º e 9º anos do ensino fundamental a partir de 3 de agosto. Decreto publicado ontem no Diário Oficial pelo governador Wilson Witzel (PSC) determina que as aulas presenciais na rede estadual permaneçam suspensas até 5 de agosto. |
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