Ao comprar a Time Warner em 2018, a gigante de comunicações AT&T incorporou alguns grandes ativos, incluindo o canal de notícias CNN e um dos mais importantes produtores de conteúdo da TV americana, a HBO.
Presente no Brasil e na América Latina desde os anos 1990, a HBO era uma sociedade entre o canal americano e um grupo de comunicação venezuelano. Rebatizada como WarnerMedia, após ser adquirida pela AT&T, a empresa negociou em 2019 a compra desta participação minoritária da Ole Communications.
Por problemas ligados à legislação brasileira, só agora foi possível concretizar o negócio. Esta semana, finalmente, a WarnerMedia anunciou que se tornou a única dona da HBO no Brasil e na América Latina. É uma decisão importante e, imagino, com muitas consequências, inclusive na guerra dos serviços de streaming.
Desde 2005, a HBO tem realizado produções no Brasil. As primeiras foram "Mandrake", "Filhos do Carnaval" e "Alice". Foram dezenas de títulos ao longo deste período. Destaco, por exemplo, "Magnífica 70", "O Negócio", "Psi" e, mais recentemente, "Pico da Neblina".
O canal também tem apostado na produção de documentários e, desde 2017, num programa de comentário político, o "Greg News", apresentado por Gregório Duvivier, num formato adaptado do "Last Week Tonight with John Oliver", exibido pela HBO americana.
Com o negócio, a WarnerMedia incorpora em seu portfólio os vários canais da HBO, Cinemax, além da plataforma de streaming HBO GO. Eles se somam agora a Warner Bros., TNT, TBS, truTV, CNN, Cartoon Nertwork, entre outras marcas.
Espera-se que a empresa lance no Brasil também o seu novo serviço de streaming, o HBO Max, que chega ao mercado americano no dia 27 de maio.
Os serviços da HBO na América Latina passam a estar sob a responsabilidade de Gerhard Zeiler, Chief Revenue Officer da WarnerMedia e Presidente da WarnerMedia International Networks. |
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