quarta-feira, 6 de maio de 2020

Resumo VEJA: Coronavírus

As principais informações sobre o impacto da pandemia no Brasil e no mundo
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Até o momento, a pandemia do novo coronavírus já deixou 257.793 mortos e 3.679.544 contaminados no mundo e 7.921 mortos e 114.715 contaminados no Brasil.

LOCKDOWN NOS ESTADOS

Após a região de São Luís (MA) decretar lockdown, medida que restringe a circulação de pessoas, bloqueia ruas e permite o funcionamento apenas de serviços essenciais para tentar frear a curva de contágio, o estado do Pará também vai  adotar o modelo em dez cidades. A decisão vale por uma semana e foi tomada após a taxa de isolamento do estado ficar abaixo dos 50% considerados o mínimo aceitável. No Rio de Janeiro, o governador Wilson Witzel analisa a possibilidade de decretar o lockdown, mas só deve tomar uma decisão após a segunda-feira 11. Por enquanto, o estado de São Paulo ainda não pensa em adotar o modelo. Os próximos dias serão determinantes para saber se outras cidades terão o lockdown.
 


ISOLAMENTO EM QUEDA

O baixo índice de isolamento social no estado de São Paulo – 47% na última segunda-feira – deve levar à falta de leitos em um mês , alertou David Uip, infectologista que coordena os trabalhos contra o coronavírus no governo de João Doria. "O número mínimo de 50% constantemente não vem sendo atingido. Nós precisamos melhorar", afirmou ele. Atualmente, o estado, o mais atingido pela epidemia no Brasil, tem 68,9% dos leitos ocupados – na Grande São Paulo, são 86,9%. Além disso, a média diária de mortes pela Covid-19 subiu 280% em um mês , chegando a 2.851 vítimas fatais. Mais do que nunca, a recomendação é importante: se puder, fique em casa.


EPICENTRO MUNDIAL

Um estudo de pesquisadores brasileiros sobre uma provável subnotificação massiva de infectados estima que o país poderia ter mais de 1,6 milhão de casos de Covid-19, número quase quinze vezes maior do que os 114 mil confirmados. Isso colocaria o Brasil como novo epicentro da doença , à frente dos EUA, que têm 1,2 milhão de casos. A análise foi feita a partir de uma estimativa reversa, baseada no número de mortes notificadas no Brasil e na taxa de letalidade da Coreia do Sul, que é de 1,1%. Pela grande quantidade de testes realizados lá, o índice sul-coreano de mortalidade da doença é considerado um dos mais próximos da realidade.


COVID-19, A ORIGEM

Após a descoberta de um caso de coronavírus na França ainda em dezembro, quando se pensava que a doença circulava apenas em Wuhan, o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, pediu que os países investiguem registros de pneumonia no fim do ano passado. O diagnóstico foi descoberto a partir de reexames de amostras de sangue de 24 pessoas que apresentaram sintomas entre dezembro e janeiro. Um argelino, que não esteve na China nem em seu país de origem, testou positivo. "Isso dá um novo quadro para tudo. Essa descoberta ajuda a melhor entender a potencial circulação da Covid-19", afirmou o representante da OMS.


RISCO DE COÁGULO

Com o aumento de doentes e mortos por coronavírus, médicos de todo o mundo têm constatado que a doença é mais complexa do que se imaginava. Uma das complicações que se descobriu recentemente foi a formação de coágulos sanguíneos em muitos pacientes que receberam tratamento para Covid-19, incluindo aqueles que foram medicados com anticoagulantes. Esses coágulos podem atingir órgãos como pulmão, coração, cérebro, além de causar infartos ou AVCs. Apesar de ser comum as infecções aumentarem o risco de coagulação, o chefe de cuidados intensivos pulmonares da Escola de Medicina Warren Albert da Universidade Brown alerta: "Estamos vendo a coagulação de uma maneira que não vimos no passado".

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