Baterias de íon de lítio estão por toda a parte, incluindo seu smartphone. Consideradas a melhor solução da atualidade, elas podem ceder parte do seu território para outra tecnologia: as baterias de estado sólido. A novidade utiliza eletrodos e eletrólitos em estado sólido, enquanto nas baterias de íon-lítio os elementos estão em estado líquido ou em gel. Vantagens- A densidade energética é maior. Isso significa que as baterias em estado sólido podem armazenar mais energia em um pacote de células menor e, consequentemente, mais leve. A projeção é que a densidade seja mais de duas vezes superior.
- A Toyota, a marca com maior número de patentes da nova saída, afirma que um projeto do tipo pode garantir mais de 1.500 km de autonomia e ser carregado de 10% a 80% em menos de 10 minutos - o tempo vale para carregadores super-rápidos.
- Aqueles que já viram um carro elétrico pegar fogo talvez tenham se assustado com o vigor das chamas. É um problema que não afeta as baterias de estado sólido com a mesma intensidade, pois elas suportam temperaturas maiores.
- A Volkswagen revelou que conduziu testes que chegaram aos 500 mil km de durabilidade. As novas baterias perderam apenas 5% de capacidade energética após realizar mil ciclos de recarga.
Obstáculos- O processo de fabricação é mais complexo, exigindo que as camadas/filmes de células sejam empilhadas com precisão total, uma laminação feita sob altíssima pressão.
- A durabilidade do conjunto de células também é menor do que a de íon-lítio, o que os fabricantes dizem que está sendo corrigido.
Previsão de lançamento- O lançamento comercial está distante, mas nem tanto. Segundo a própria Toyota, seus primeiros carros com baterias sólidas serão introduzidos por volta de 2027, modelos que vão de híbridos a elétricos puros. Estamos falando de produção em massa, um objetivo que foi antecipado em três anos.
- A Ganfeng, gigante chinesa da exploração de lítio, afirmou que começou a produção de baterias de estado sólido no ano passado. A aplicação comercial será por volta de 2026.
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