As suspeitas de corrupção no caso das joias estão sendo investigadas nas linhas duras da Justiça, mas a história também apresenta contornos mais novelescos: os do drama familiar. Essa trama paralela se passará em dois cenários: o político e o jurídico, segundo colunistas do UOL. Alberto Bombig conta a história política: Michelle Bolsonaro está cada vez mais próxima de Valdemar da Costa Neto, que a está protegendo no PL e que parece já não apostar muitas fichas no seu companheiro da Flórida. O líder do clã e seus filhos estariam descontentes com a atitude do dirigente. No campo jurídico, Wálter Maierovitch analisa as declarações de Bolsonaro e de Michelle sobre o caso e conclui que elas são antagônicas e podem vir a colidir no futuro. Mas nem tudo está dando errado para Bolsonaro. Chico Alves ilumina a volta do ministro Nardes -aquele do áudio com o "movimento forte nas casernas" -ao TCU, e justamente na relatoria da história. Ter um fã nessa posição pode trazer algum alento a Jair. Ainda sobre o caso, gostaria de sugerir a atenção do leitor para uma opinião que não vem de um colunista do UOL. Em excelente entrevista a José Roberto de Toledo e Alberto Bombig, o diplomata Rubens Ricupero conta como é a praxe na troca de presentes por chefes de Estado e examina o caso das joias de Bolsonaro, especialmente se o presente pode configurar propina: "aquilo que parece um determinado animal, tem cheiro do animal, rosna como aquele animal, normalmente é aquele animal, né?". São 23min em vídeo, um bom programa para o fim de semana. |
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