A expectativa é grande. Pelas redes sociais, pipocam comentários, fotos e vídeos prévios do filme "Mulher Rei", que pretende levar o protagonismo negro novamente para as telas dos cinemas. O longa conta a história real das Agojie, exército composto só por mulheres negras, que existiu no Reino de Daomé, atual Benin, na África. A tropa, inclusive, inspirou as Dora Milaje, exército de elite de Wakanda, do filme "Pantera Negra". A atriz Viola Davis, a única mulher negra vencedora do Oscar, Emmy e Tony, é a protagonista do filme, e está no Brasil, pela primeira vez, para a estreia brasileira na quinta (22). Em entrevista coletiva acompanhada pelo UOL, a atriz contou que busca em sua carreira papéis que deem visibilidade para mulheres negras, e que "A Mulher Rei" simboliza justamente isso. "Garotinhas agora têm a chance de se enxergar, não apenas nos filmes, mas na vida", disse. "Não temos história, não temos nome. Eu me cansei disso. Na minha vida, eu sei quem são essas mulheres, e elas são vastas, complicadas, elas têm beleza. Eu quero que mulheres negras sejam humanizadas, como todos os outros. Se estamos lutando contra colorismo e racismo, esse é o primeiro passo: entender que somos, todos, parte da raça humana. Não somos um artifício de narrativa, não somos uma metáfora" Viola Davis, atriz e protagonista de 'Mulher Rei' No Rio de Janeiro, a atriz aproveitou a visita para conhecer o Cais do Valongo, principal porto de entrada de africanos escravizados no Brasil, e a quadra da escola de samba Mangueira, onde tocou tamborim. Em suas redes sociais, Davis também comentou sobre o encontro que reuniu celebridades negras brasileiras, como Seu Jorge, Zezé Motta, Ícaro Silva, Zezé Motta e Iza, na casa dos atores Taís Araújo e Lázaro Ramos. E teve mais este ano. "Mulher Rei" se insere na lista de filmes de 2022 protagonizados por negros, como os nacionais "Medida Provisória", de Lázaro Ramos e "Marte Um", de Gabriel Martins, e os internacionais "A Pequena Sereia", que contará com uma Ariel negra, e o "Pantera Negra 2", com estreia marcada para novembro. *** SALA DE AULA... No Mato Grosso do Sul, a professora Andreia Souza criou uma maneira lúdica de levar pautas sociais importantes para seus alunos: vestida de princesa e acompanhada de uma boneca preta, ela diverte os alunos e os ensina sobre inclusão. SALA DE AULA II... Em Santa Catarina, a educadora Shirlei Silva também tem chamado a atenção nas redes sociais com seu método de ensino. O seu desafio? Ensinar educação sexual para crianças e adolescentes. "Não estamos falando de ensinar sexo às crianças (...), mas de ensiná-las sobre seu corpo, como se proteger e denunciar abusos", explica. SALA DE AULA III... A biomédica baiana Jaqueline Goes, responsável pelo sequenciamento genético do coronavírus, virou Barbie em 2021 e, agora, passará por escolas de todo o Brasil para contar sua história. *** MATERNIDADE... Ser mãe solo, ou seja, assumir a criação dos filhos, nos âmbitos financeiro, educacional e afetivo traz uma série de reflexos no bem-estar feminino. Segundo dados do (IBGE), o Brasil tem mais de 11 milhões de mães solo. Universa conta a história de algumas delas. BLACK POWER... Em sintonia com o Dia Mundial do Cabelo Afro, Universa também traz relatos de quatro pessoas que deixaram o alisamento capilar de lado e hoje se orgulham do cabelo crespo. *** RACISMO... Após dizer que o atacante Vinicius Junior, do Real Madrid, deveria "parar de fazer macaquice" e ir ao "sambódromo do Brasil" caso queira "dançar", o presidente da Associação Espanhola de Empresários de Jogadores, Pedro Bravo, pediu perdão ao atacante, mas disse que a fala não foi racista. *** |
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