Bom dia!
A ressaca pós-carnaval não fez muito bem ao Ibovespa. Enquanto o S&P 500 renova seu recorde, aqui investidores precisam contar com uma alta de 0,17% para ao menos fechar a semana no azul. Não é muito, claro. E o exterior segue ajudando.
Em Nova York, os futuros do S&P 500 e do Nasdaq amanhecem mais uma vez no azul, enquanto o histórico Dow Jones recua. E é de lá que vem o único indicador realmente relevante para mover as bolsas nesta sexta. Às 10h30, os EUA publicam o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês). O dado é relevante porque se trata de uma espécie de prévia da inflação que chegará ao consumidor nos próximos meses.
A desaceleração do PPI é, portanto, crucial para moldar as apostas dos investidores para o início do corte de juros pelo Fed (o BC americano).
O otimismo geral com a economia de Joe Biden tem impulsionado as bolsas e permitido que investidores ignorem os riscos de um juro mais alto. Um levantamento do The Wall Street Journal mostra que a aposta em taxas elevadas nos EUA tem feito subir os juros de longo prazo e encarecido o custo de financiamento da dívida do país.
A estimativa é que os americanos passem a gastar mais com o serviço da dívida do que com defesa. Apenas em 2024, as despesas com juros devem ficar em US$ 870 bilhões, o equivalente a 3,1% do PIB – é praticamente o dobro da média anual desde os anos 2000, que ronda os 1,6%.
Enquanto o bom humor persiste por lá, o Ibovespa tende a se dar bem. O EWZ, o ETF que emula a bolsa brasileira em Nova York, avança generosos 0,73% nesta manhã, indicando que há chances de a Faria Lima fechar a semana no azul.
A agenda brasileira segue em clima de carnaval, sem grandes indicadores. No noticiário corporativo, segue a nova da sucessão no comando da Vale. Após a pressão do governo para ter o ex-ministro Guido Mantega à frente da mineradora, agora o conselho de administração não consegue chegar a um consenso sobre manter Eduardo Bartolomeo no posto de CEO.
A ação da mineradora cai 15% no acumulado de 2024. Não apenas pelas incerteza, claro. Um dos principais fatores é a desaceleração da economia chinesa, que tende a reduzir a demanda global por minério. Por lá, os mercados seguem fechados para a celebração do Ano-Novo Lunar. Nesta manhã, porém, os papéis avançam 1,28% no pré-mercado de Nova York.
Segunda, quando a China estiver de volta ao jogo e os brasileiros tiverem passado pelo enterro dos ossos, ano realmente começa. Bons negócios.
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