Olá, investidor. Como vai? Com um cenário externo desafiador - desaceleração da economia e incertezas no setor imobiliário da China - e um cenário interno que custa a acelerar reformas importantes, o Ibovespa fechou a semana passada com queda acumulada de 2,49%. No mês a baixa já acumula 6,18%. E esta semana, o que esperar? A semana será movimentada, com reuniões de vários Bancos Centrais pelo mundo. Devemos acompanhar mais de perto a decisão do Comitê de Política Monetária do Fed, nos EUA, e a decisão do Copom do BC brasileiro. Nos EUA, a reunião de setembro atualiza previsões para indicadores macroeconômicos. Estamos atentos à declaração do presidente do Fed sobre o início do programa de redução de estímulos. Espero que ele só seja divulgado na próxima reunião. No Brasil, não esperamos surpresas. O Copom deve elevar a Selic para 6,25% ao ano. Na China, acompanhamos a crise envolvendo a Evergrande. A segunda maior incorporadora chinesa vive momento complexo, com vencimentos de curto prazo em aberto, sem venda de novas unidades e com dificuldades para manter obras vendidas. O caso coloca em cheque a saúde do setor imobiliário chinês. Parece pouco provável que a situação seja resolvida sem intervenção, já que esse setor responde por um quarto do PIB do país No Brasil, esperamos avanço de pautas importantes no Congresso - PEC dos Precatórios, Reforma Administrativa e Reforma Tributária. Num cenário de incertezas globais, o não andamento de boas Reformas torna o Brasil ainda mais frágil e impacta negativamente os ativos. No 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes do UOL Economia+): a expansão da Rumo e o plano da Novonor (ex-Odebrecht) para venda da participação na Braskem. Um abraço, Felipe Bevilacqua. Analista de Investimentos de Levante CNPI - Analista certificado pela Apimec Gestor CGA - Gestor de Fundos certificado pela Anbima Administrador de Recursos e Gestor autorizado pela CVM Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br. Ainda não é assinante do UOL Economia+? Conheça as vantagens de ter o conteúdo exclusivo sobre investimentos.

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