Nem o 7 de setembro golpista nem a gasolina a 7 reais foram suficientes para nocautear a popularidade de Jair Bolsonaro. Segundo a colunista Thaís Oyama, o presidente segue ladeira abaixo, mas no ritmo de degrau por degrau. O Datafolha de ontem (16) mostrou que a reprovação de Bolsonaro passou de 51% para 53%, uma oscilação de dois pontos. Em janeiro, a falta de vacinas, a crise de oxigênio em Manaus e o fim do auxílio emergencial jogaram o presidente em um redemoinho de insatisfação que atingiu todas as regiões do país e todas as classes sociais. Naquele mês, segundo o Datafolha, a avaliação de "ruim e péssimo" do presidente subiu de 32% para 40% — uma piora de oito pontos. Mas se a queda de Bolsonaro desta vez é menor, isso não deve servir de alívio para ele. O levantamento do Datafolha mostra que, embora o presidente derreta a conta-gotas, esse derretimento é constante e começa a minar suas fortalezas eleitorais. As regiões Norte, Centro-Oeste e Sul, em que o ex-capitão é tradicionalmente mais bem avaliado, começam a dar mostras de mau-humor. E, para infelicidade de Bolsonaro, o mesmo ocorre com os evangélicos. Na newsletter Olhar Apurado de hoje, trazemos uma curadoria com os pontos de vista dos colunistas do UOL, que acompanham de todos os ângulos a repercussão do noticiário. |
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