Olá, investidor. Como vai? O Copom (Comitê de Política Monetária) divulgou ontem (05/05) a decisão de elevar a taxa Selic em 0,75 p. p., para 3,5%. Essa alta já era esperada pelo mercado. Mas o que é a taxa Selic? A Selic é a referência para os juros praticados no Brasil. Ela influencia, por exemplo, as taxas cobradas pelos bancos em empréstimos concedidos. Quando a Selic está baixa, mais dinheiro circula na economia, pois os empréstimos e financiamentos ficam mais "baratos". Quando ela sobe, o volume de dinheiro em circulação diminui. Por isso, a Selic é a principal ferramenta do Banco Central para controlar a inflação. Ao reduzir o dinheiro em circulação, ela impacta o consumo e ajuda a controlar os preços. E qual a relação da Selic com seus investimentos? Uma Selic mais alta torna rendimentos conservadores, como a renda fixa, mais atraentes. Isso diminui o apetite pelo risco e reduz o volume de negócios no mercado de ações. Hoje, o dia começou agitado, com a China suspendendo acordo de cooperação econômica com a Austrália. A relação entre os dois países era tensa desde 2018, quando a Austrália vetou a participação da Huawei em leilões de 5G. A decisão pressiona os preços das commodities, já que a ilha é grande fornecedora de minério e carvão para a potência asiática. A notícia freou também a alta nas bolsas europeias. No Brasil, o comentário após a reunião do Copom indica preocupação com o controle da inflação, mas mostra o BC em cima do muro ao mencionar a crença de que as elevações de juros devem ser parciais. Existe um aumento de 0,75 ponto percentual 'contratado' para a próxima reunião, em junho. A questão agora é saber se o BC vai precisar ou não levar os juros para o equilíbrio. No 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes do UOL Economia+): os resultados do Pão de Açúcar e do Mercado Livre. Um abraço, Felipe Bevilacqua. Analista de Investimentos de Levante CNPI - Analista certificado pela Apimec Gestor CGA - Gestor de Fundos certificado pela Anbima Administrador de Recursos e Gestor autorizado pela CVM Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br. Ainda não é assinante do UOL Economia+? Conheça as vantagens de ter o conteúdo exclusivo sobre investimentos. |
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