Exclusivo: o serviço secreto de Bolsonaro entra no jogo da CPI da Covid 
Nesta edição semanal, a Crusoé traz uma bomba exclusiva: a Agência Brasileira de Informação, a Abin, foi acionada oficialmente pelo governo de Jair Bolsonaro para reunir informações contra governadores e prefeitos e, assim, municiar o Planalto na CPI da Covid. O presidente da República quer desviar o foco das investigações sobre a sua atuação desastrosa no combate à pandemia e, para tanto, lançou mão de um aparelho de estado. É um escândalo. O fato espantoso deve causaar um rebuliço em Brasília.
Leia um trecho da reportagem da Crusoé:
"Crusoé teve acesso com exclusividade à "demanda urgente"que a Abin distribuiu para agentes de inteligência em todos os estados do país, determinando uma "compilação de dados" sobre "irregularidades relacionadas à pandemia"em "âmbito estadual e municipal". A ordem foi enviada por mensagem de WhatsApp – sim, não se espante, o serviço secreto brasileiro envia ordens de serviços por aplicativo de mensagens – na manhã da última quarta-feira, 5, um dia após o depoimento de Mandetta na CPI. O texto deixa claro o que o comando da Abin em Brasília queria de seus agentes. Destaca dois exemplos de irregularidades: "desvios de verbas"e "compras irregulares". A pesquisa, diz ainda a mensagem, deveria ser feita "exclusivamente em fontes abertas das SEs (as superintendências estaduais da agência)" , ou seja, sem acessar os bancos de dados sigilosos. Juntamente com a mensagem, os oficiais receberam o link de uma planilha de Excel onde deveriam colocar os nomes dos estados e das cidades identificados na investigação, um título resumindo o problema detectado e a fonte da informação coletada. A Abin tinha pressa. O arquivo deveria ser preenchido até as 18 horas daquele mesmo dia."
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Boa leitura e um abraço, Equipes O Antagonista e Crusoé |
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