Numa decisão sem precedentes, o governo de Joe Biden decide apoiar a ideia de suspender patentes de vacinas e se alia aos países emergentes. A postura reflete uma mudança histórica do governo americano em relação à propriedade intelectual e deixa o Brasil como um dos poucos países no mundo a defender a postura de que patentes não devam ser quebradas, comenta Jamil Chade em sua coluna desta quarta-feira (5). No final de 2020, sul-africanos e indianos apresentaram na OMC a proposta de que patentes de vacinas deveriam ser suspensas, enquanto a pandemia existisse. Na prática, isso permitiria que doses fossem produzidas por empresas de todo o mundo, aumentando o abastecimento ao mercado global e preços mais baixos. Durante o governo de Donald Trump, porém, os EUA foram contra a proposta e garantiram o apoio do Brasil para também se recusar a aceitar a ideia.
"A postura brasileira rompeu com uma longa tradição de diferentes governos brasileiros de defender o acesso amplo a tratamentos, com a saúde se sobrepondo à economia ou às patentes" Jamil Chade Mas Biden, sob pressão inclusive de seu partido, optou por abandonar essa posição. Na newsletter Olhar Apurado de hoje, trazemos uma curadoria com os pontos de vista dos colunistas do UOL, que acompanham de todos os ângulos a repercussão do noticiário. |
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