Esta newsletter traz um resumo gratuito de conteúdo do UOL Economia+. Assinantes têm acesso à versão integral, com mais orientações. O Banco Central pode começar a subir a taxa básica de juros da economia, a taxa Selic, no encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), que ocorre nesta terça-feira (16) e amanhã (dia 17). Pelo menos é o que a grande maioria dos profissionais de mercado espera. O órgão do governo responsável pelo setor financeiro do país vai fazer isso para interromper a valorização do dólar e, por tabela, segurar a alta da inflação, que está corroendo o poder de compra das famílias. O que importa para o investidor é saber como isso afeta as aplicações de mercado, em especial a renda fixa. Afinal, a taxa Selic influencia direta ou indiretamente tradicionais produtos, como caderneta de poupança, títulos do Tesouro Direto, fundos de investimentos DI, CDBs e debêntures. Veja aqui o quanto a taxa de juros pode subir, segundo profissionais de mercado. Como a Selic influencia aplicações de renda fixa?A Selic subindo vai puxar com ela o rendimento de algumas aplicações bem tradicionais entre os brasileiros. No caso do Tesouro Selic, título do governo oferecido no Tesouro Direto, se a taxa básica subir de 2% ao ano para 5%, por exemplo, o ganho do papel, iria de 2% a 5% ao ano. Isso influencia o desempenho de fundos DI, que aplicam nesses papéis. Outro exemplo é o da poupança, que tem o rendimento equivalente a 70% da Selic. Se a taxa básica subir de 2% para 5%, por exemplo, a caderneta teria o ganho subindo do atual 1,4% ao ano para 3,5% ao ano. Renda fixa prefixada ou pós-fixada?Em momentos de alta de juros, o indicado em termos gerais, dizem profissionais de mercado, é dar preferência a investimentos pós-fixados. Ou seja, produtos cujo rendimento acompanha o desempenho de um certo índice ou taxa. Mas essa recomendação não é uma regra que vale para todos os casos. Afinal, isso depende dos objetivos de cada pessoa. Reserva de emergência: no caso da aplicação em renda fixa separada para cobrir eventuais emergências ou gastos inesperados, não há discussão: o melhor é manter o dinheiro em aplicações pós-fixadas que tenham liquidez diária - ou seja, que podem ser resgatadas a qualquer momento sem prejuízo do rendimento, dizem consultores. Aplicações de longo prazo: para aquela aplicação de renda fixa que está dentro da carteira de mais longo prazo, acima de um ano ou mais, profissionais de mercado dizem que a alta da Selic justifica aumentar posições em pós-fixado, mas destacam que existem ainda boas oportunidades em prefixados que devem seguir no radar. Prefixados: mesmo com a aposta de que a Selic vai começar a subir, há no mercado boas opções de prefixados que estão pagando taxas acima mesmo daquilo que pode ser a Selic daqui a dois ou três anos, destacam analistas. Pós-fixados: aplicação pós-fixada de renda fixa é uma forma de proteger o patrimônio em momentos de incertezas, como o que o mercado atravessa agora, destacam esses profissionais. Como a inflação está em alta, gestores de recursos sugerem aplicações pós-fixadas que acompanham a inflação. Tem opções no Tesouro Direto, como o IPCA+, CDBs e LCIs, destacam. Veja aqui mais sobre investimentos em renda fixa e como ganhar com a alta dos juros Queremos ouvir você Tem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br. Ela pode ser respondida no programa semanal Papo com Especialista, para assinantes do UOL Economia+. Assista ao vivo todas as quartas-feiras, às 12h30, ou reveja os programas transmitidos. 
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