terça-feira, 12 de dezembro de 2023

Resumo VEJA: Política

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HADDAD E A SEMANA DECISIVA
 
A pouco mais de uma semana do recesso parlamentar, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem se empenhado na articulação com o Congresso para aprovar projetos que darão sustentação à política fiscal. As medidas podem garantir um fôlego de R$ 47 bi na arrecadação e ajudar no cumprimento do déficit zero em 2024. Para o ministro, contudo, a execução da meta é uma 'construção que será feita mês a mês'. O governo já negociou com o Legislativo e empresas algumas concessões na MP das Subvenções, mas ainda enfrenta resistências à proposta. A Fazenda estima que o texto integral pode turbinar a receita do ano que vem em R$ 35 bi.
 
MINISTROS DE PRONTIDÃO
 
Às vésperas das votações que devem confirmar o nome do ministro da Justiça Flávio Dino como novo ministro STF, auxiliares de Lula deixaram de sobreaviso pelo menos quatro integrantes do primeiro escalão que também detêm mandato no Senado. A ideia é que o Planalto monitore os momentos que antecedem a sabatina, agendada para esta quarta, e, ao menor risco, convoque os ministros Carlos Fávaro (Agricultura), Wellington Dias (Desenvolvimento Social), Renan Filho (Transportes) e Camilo Santana (Educação) para voltarem ao Congresso a fim de garantir um número mais expressivo de apoios à indicação de Dino.
 
REAÇÃO A MADURO
 
O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou que o Brasil não vai permitir 'em hipótese nenhuma' que a Venezuela utilize o território brasileiro como passagem para uma eventual invasão por terra à Guiana. 'Nossa atribuição é a preservação do território nacional, disse. Na última semana, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, realizou movimentos para anexar o território de Essequibo, que pertence à Guiana e é reivindicada pelo país vizinho há mais de cem anos. O comentário de Múcio ocorre dias antes do encontro mediado por Lula entre Maduro e o presidente da Guiana, Irfaan Ali.
 
CONTA DE JANJA INVADIDA
 
A primeira-dama Janja da Silva teve sua conta no X, o antigo Twitter, invadida na noite de segunda-feira. Os autores do ataque hacker publicaram no perfil xingamentos, mensagens misóginas e ameaças (e exaltações) ao ministro do Supremo Alexandre de Moraes, além de fazerem referência a escândalos de corrupção como o mensalão. A Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) condenou a invasão e o teor das mensagens e afirmou que a Polícia Federal vai investigar o caso. Os posts já foram retirados do ar pela plataforma.
 
PRIMEIRAS MEDIDAS DE MILEI
 
O novo presidente da Argentina, em seu primeiro dia de mandato, alterou a lei que proibia a nomeação de parentes em cargos do governo para indicar sua irmã, Karina, a um alto posto da gestão. A mudança realizada por Javier Milei consolida o poder da figura a quem o chefe de Estado argentino chama de "chefe" e "guru". Karina Milei tomou posse junto com os demais nove ministros no domingo e, além de ser alçada à primeira-dama, numa medida controversa que desbancou a namorada do novo presidente, a comediante Fátima Florez, ela ocupará a Secretaria de Presidência, cargo de extrema confiança do mandatário ultraliberal.
 
PRÉ-ACORDO SOB CRÍTICAS
 
O texto preliminar do acordo da COP28 não demanda a eliminação gradual da produção de combustíveis fósseis. A decisão abriu espaço para críticas de cientistas, políticos e representantes de parte dos países presentes na cúpula climática das Nações Unidas. Ao contrário das cobranças da União Europeia, que instava determinações mais duras, a deliberação inicial apenas trata da 'redução do consumo e da produção de combustíveis fósseis, de forma justa, ordenada e equitativa'. Confira aqui o conjunto de medidas propostas depois dos dez dias do encontro.
 
 
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