3 recomendações para aliviar o seu refluxo | Nivia de Souza, Editora | Olá, leitor Oi, querido leitor da Jolivi. Espero que você e a sua família estejam bem. Falando nos seus entes queridos, posso mesmo apostar que ao menos um deles anda com um Omeprazol no bolso. Estou certa ou esse membro da família que sofre com refluxo e queimação é você mesmo? Em 2005, de acordo com dados do Departamento de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, a prevalência do refluxo ficava entre 12 a 20% da população. Já em 2021, a quantidade de pessoas que sofrem com incômodos após as refeições certamente aumentou, assim como a comercialização de medicamentos da família (do mal) "prazol". E não pense você que o uso contínuo e desenfreado desses remédios é inofensivo. Pelo contrário. Veja só. Uma análise observacional da Universidade de Hong Kong e da Universidade College London, na Inglaterra, dividiu 63.000 adultos em dois grupos e os analisou durante 12 anos. O primeiro tomou um medicamento da família do omeprazol. O segundo, não. Após um ano de uso do medicamento, de acordo com o estudo, a probabilidade dos pacientes acompanhados desenvolverem câncer de estômago aumentou cinco vezes. Já depois de três ou mais anos de uso contínuo, o risco vai para oito vezes. Algum parente seu ou mesmo você está cansado de ser da turma dependente da família "prazol"? "OMEPRAZOL AUMENTA O RISCO DE CÂNCER DE ESTÔMAGO EM ATÉ OITO VEZES" |
Há uma série de ações alimentares que você pode fazer para acabar com o refluxo. Na Semana Especial Cura pelos Alimentos, o nutricionista funcional e professor Gabriel de Carvalho tem apresentado algumas soluções que vêm da comida que podem apoiá-lo na redução da dependência de medicamentos. Ele tem três estratégias iniciais que vão te ajudar a não depender mais das medicações. Estratégia #1: Dois ingredientes básicos Dois copos de água morna e suco de um limão. Juntos e misturados, pela manhã. Você pode torcer o nariz para essa recomendação, porém, faça isso por você: tope iniciar seu dia de amanhã com essa mudança. Essa recomendação serve para proteger e preservar a sua acidez estomacal para receber os nutrientes ao longo do dia. Assim, sua primeira atitude com você mesmo é garantir o bom funcionamento do seu estômago. Ao medir o pH do limão, você vai notar que ele é ácido. Ele vai cair no seu estômago, que também tem um pH ácido. Devido à grande quantidade de minerais, porém, quando ele é absorvido pelo organismo, ele se torna alcalinizante. Já foi comprovado pelo cientista Otto Heinrich Warburg, autor de "A Causa Primária do Câncer" e ganhador do Prêmio Nobel de Medicina, em 1931, que uma das condições para a instalação do câncer é o sangue ácido, que acaba por deixar o tecido ácido. E, além de garantir a acidez do estômago (que é positiva e necessária), este hábito diminui o risco de você ter uma deficiência de vitamina C. Quem sabe esse é o primeiro passo para você se livrar do omeprazol? | | ANÚNCIO Você toma algum desses 9 comprimidos? | | Atenção: se você tem mais de 55 anos, provavelmente toma pelo menos um desses 9 remédios que podem estar diretamente ligados aos sintomas do mal de Alzheimer. Se quiser saber quais são esses medicamentos que estão SABOTANDO sua memória, acesse aqui. | | |
Estratégia #2: Um bombeiro em forma de chá Apesar do nome esquisito, você pode optar por tomar o chá de guaçatonga para reduzir o refluxo. Essa é uma das recomendações de ouro do professor Gabriel de Carvalho. Nome científico: Casearia sylvestris Como consumir: extrato seco padronizado ou tintura → De origem brasileira, a guaçatonga tem uma vasta utilização medicinal. O Instituto de Ciências Biomédicas (ICB), da Universidade de São Paulo (USP), realizou testes com a planta. Como resultado, os cientistas verificaram que seu uso não altera o pH do suco gástrico. E mais: a substância agiu em todos os níveis de gravidade das ulcerações e reduziu a zero o nível de tais lesões. Não utilize a guaçatonga por mais de 90 dias ininterruptos e, se você utiliza algum medicamento que inibe a coagulação sanguínea, tome cuidado. |
Segundo as orientações do Gabriel de Carvalho, três xícaras por dia é suficiente. Ele ainda indica mais 3 chás potentes e antirrefluxo: - espinheira-santa;
- gengibre;
- alecrim; e
- marcela.
A dica preciosa do Gabriel é usar uma erva a cada semana. Certo? Estratégia #3: Mudanças comportamentais O Gabriel apresentou, durante a Semana Especial Cura pelos Alimentos duas atitudes importantes, que vão além do uso de medicamentos e até mesmo de alimentos, que quero compartilhar com você: - Mastigue bem: O Gabriel conta que não devemos dar ao nosso estômago o trabalho que nossos dentes não fizeram. "Devemos beber os sólidos e mastigar os líquidos", diz.
- Pense nos seus problemas não digeridos: Pois é, leitor, quando cuidamos da nossa saúde de uma forma global, não podemos esquecer dos aspectos psicossomáticos.
De acordo com o nosso nutricionista funcional, os seus pacientes mais graves e que há anos tentaram tratamentos sem sucesso, tinham, entre os seus complicadores de saúde, questões pessoais "não engolidas". É claro que a relação entre problemas emocionais e refluxo é indireta, mas vale a pena refletir sobre esse assunto. Que tal começar por essas três dicas e voltar para me contar como você está se sentindo? Agora é com você. Vamos juntos nessa jornada antirrefluxo. Um abraço,  Referências bibliográficas - Moraes-Filho JP, et al. Prevalence of heartburn and gastroesophageal reflux disease in the urban Brazilian population. Arq Gastroenterol. 2005;42(2):122-7.
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