Olá, investidor. Como vai? Espero que bem. O Ibovespa ontem fechou em forte alta de 2,22%. O motivo foi a decisão do FED (Banco Central americano) em manter os juros por lá. Mais importante que essa decisão foi a perspectiva para o futuro. O FED deixou claro que os juros ficarão nesse patamar nos próximos anos e ainda elevou a expectativa de crescimento do PIB americano. As novidades acalmaram os mercados, principalmente nos países emergentes, os mais impactados pelas decisões sobre juros nos EUA. No mercado internacional, os investidores questionam se o posicionamento do FED está correto. Isso gera incerteza, que deve impactar as empresas de tecnologia e mercados emergentes, os mais suscetíveis a esse tipo de notícia. Depois do fechamento do mercado, a novidade foi o aumento da nossa taxa básica de juros, que veio em 0,75%, superior ao esperado. A Selic, agora, é de 2,75% ao ano. Dois pontos no comunicado do Banco Central (BC) que acompanha a decisão chamaram a minha atenção negativamente. O BC demonstrou preocupação com as contas do governo, impactadas pela pandemia e pelos estímulos econômicos, e com o ritmo lento das reformas que julga essenciais para a manutenção da política monetária. O tom do comunicado também alerta para o risco de alta da inflação - o que explica o aumento de 0,75 ponto porcentual - e o BC sinalizou como certo mais um aumento de 0,75 ponto porcentual na próxima reunião. Depois de ter alcançado ontem quase a máxima cotação dos últimos 30 dias, o Ibovespa hoje deve ter um dia de ajustes, com queda nas ações e nos Títulos do Tesouro Pré-fixados e IPCA+. No 'Investigando o Mercado' de hoje (exclusivo para assinantes do UOL Economia+), analiso os números de uma empresa do setor de joias e de uma construtora. Um abraço, Felipe Bevilacqua. Analista de Investimentos de Levante CNPI - Analista certificado pela Apimec Gestor CGA - Gestor de Fundos certificado pela Anbima Administrador de Recursos e Gestor autorizado pela CVM Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br. Ainda não é assinante do UOL Economia+? Conheça as vantagens de ter o conteúdo exclusivo sobre investimentos. |
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