Líder do governo na Câmara, o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) disse que a situação do Brasil na pandemia "não é tão crítica" se comparada a outros países. "É uma situação até confortável", afirmou o parlamentar. As declarações foram feitas um dia depois de o Brasil atingir o maior número de mortes em um único dia desde o início da pandemia. De acordo com o consórcio de imprensa, do qual o UOL faz parte, ontem o país teve 2.798 óbitos provocados pela doença. Há 18 dias, o país vê essa escalada nas mortes. No total, mais de 282.400 pessoas já morreram em decorrência da covid. "É natural que haja nesse momento, de pico de pandemia, um repique da pandemia. Não esperávamos ter esse aumento de casos, e acontece mundialmente. Já estamos com o sistema de UTIs mais estruturado, mas ainda assim temos tido, em alguns lugares, o esgotamento da rede", disse ele, que foi ministro da Saúde no governo Michel Temer (MDB). O deputado tentou amenizar as responsabilidades do governo federal na gestão da pandemia. Ao comentar a pesquisa Datafolha divulgada hoje mostrando recorde da rejeição do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pela gestão de crise sanitária, o parlamentar se limitou a dizer que há "uma critica permanente das decisões do governo". "Nosso sistema de saúde responde, está melhor no tratamento às pessoas do que a maioria dos países de primeiro mundo. Estamos com vários contratos de entrega de vacinas e alguns estão atrasados, para o mundo todo. Mesmo a Organização Mundial da Saúde não está conseguindo cumprir o seu cronograma de entregas de vacinas." Menos de 5% da população já foi imunizada no Brasil. 
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