Permita que a seu intestino turbine o seu cérebro e blinde mais o seu corpo  | Dra. Denise Carvalho , Médica e Cirurgiã | Oi, querido leitor. Tudo certo com você e sua família? Sigo aqui estudando as implicações e impactos que a pandemia de COVID-19 tem nos trazido. Realmente, a comunidade científica não cansa de se empenhar para compreender o que está acontecendo e escrever a nossa História. Há poucos dias, foi publicado na respeitada revista médica The Lancet Psychiatry um artigo que me alertou. O estudo mostrou que uma em cada cinco pessoas diagnosticadas com a doença do SARS-COV2 desenvolvem alguma doença psiquiátrica durante os 3 meses após terem testado positivo. Ansiedade, depressão e insônia são os transtornos mais comuns entre os recuperados de COVID-19, além de um risco aumentado para demência. Só no Brasil, temos cerca de 5,41 milhões de indivíduos que foram curados da doença. Isso significa que temos mais de 1 milhão de pessoas com potencial de desenvolver disfunções psiquiátricas. Estamos preparados para isso? Nossos sistemas de saúde estão prontos para oferecer o tratamento adequado para quem, por acaso, estiver sofrendo com transtornos psíquicos? Bom, fico um pouco mais tranquila em saber que você está comigo porque, juntos, acredito que vamos conseguir nos fortalecer para isso. Primeiro, uma explicação. Afinal, você deve estar se perguntando: Por que isso está acontecendo? O estudo foi realizado por cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, que analisaram o registro médico eletrônico de mais de mais de 69 milhões de pessoas nos Estados Unidos, incluindo 62 mil casos de COVID-19. A investigação ainda aponta que indivíduos com doenças psíquicas pré-existentes têm 65% mais chances de ser diagnosticados com coronavírus. As implicações entre a COVID-19 no cérebro ainda não foram totalmente estabelecidas. Os indícios atuais apontam para uma neuroinflamação causada pela quantidade de carga viral. Quanto maior ela for, maiores são também os riscos de consequências psíquicas. Na medicina que eu pratico e acredito, não existe a possibilidade de não existir uma conexão entre o cérebro humano e o intestino de cada um. Então, sim, eu acredito que você e eu vamos encontrar a resposta para essa neuroinflamação bem aí, no seu intestino. | | ANÚNCIO Para apagar seu refluxo de uma vez | | Quer decretar o FIM DO REFLUXO? Neste vídeo, a Dra. Denise de Carvalho revela uma nova forma natural para apagar a queimação de uma vez por todas. Clique aqui para assistir. | | | A conexão intestino-cérebro Leitor, números pré-pandêmicos da Organização Mundial da Saúde (OMS) já nos contavam que, no Brasil, quase 6% da população sofre de algum transtorno de ansiedade e, aproximadamente, 4% dos adultos diagnosticados com transtorno bipolar. Sim, eu acredito que vivemos um crescimento acelerado desse tipo de distúrbio. Minha prática clínica também demonstra isso. As doenças psíquicas são multifatoriais, por isso não podemos esquecer do que falei anteriormente, da conexão intestino-cérebro. Provavelmente, você já deve ter escutado dizer que o intestino é, por muitas vezes, chamado de o segundo cérebro. Isso acontece porque muitos neurotransmissores , os mediadores químicos das reações mentais, são produzidos no sistema digestivo. Neurotransmissores podem ser como "antidepressivos naturais", pois eles são responsáveis por ligarem uma coisa a outra e, assim, facilitarem a sensação de: - Bem-estar;
- Motivação; e
- Equilíbrio emocional.
Bom, dito isso, também é importante que você saiba. Assim como tudo o que é produzido dentro da gente, os neurotransmissores são feitos de nutrientes, que adentram o nosso organismo por meio do sistema digestivo. Compreende, agora, por que o que você come é diretamente ligado ao modo que você se sente? É o seu intestino que turbina o seu cérebro e está na forma como você cuida dele a possibilidade de blindar o seu cérebro dessas doenças psíquicas. Para isso, é preciso atenção à sua microbiota intestinal. Trata-se do seu conjunto de micro-organismos que te habitam. Digo isso porque esses seres minúsculos podem interferir na sua saúde mental — e na de quem teve COVID-19 também . Sim, são as bactérias intestinais que determinam a liberação de substâncias que interferem na atividade cerebral. Fica a sugestão Sabe quando você está se sentindo triste e ou estressado porque algum fato de grande repercussão emocional te aconteceu e aí você acha que merece e acaba perdendo a mão e consumindo: - álcool em demasia;
- salgadinhos repletos de substâncias artificiais;
- um panelão de brigadeiro;
- litros de refrigerante.
Pode ser, sim, que tudo isso te conforte de alguma forma, em um primeiro momento. Não é isso, porém, que o seu organismo precisa para enfrentar todo esse estresse. Até porque o álcool, conservantes, corantes e o danado do açúcar vão causar ainda mais estresse no seu sistema digestivo, alterando o processo de digestão e, consequentemente, o que é absorvido e a composição da microbiota. Ufa! Se dá trabalho explicar essa lógica, imagine os malabarismos que o seu corpo precisa fazer para se desvencilhar dessas substâncias pobres nutricionalmente falando e ainda te manter com saúde física e mental. É muito desgastante. Com isso, quem já se encontra com condições psíquicas de ansiedade e depressão acaba por entrar em um círculo vicioso, que não ajuda a melhorar os processos neuroinflamatórios: → falta de nutrientes para a construção de neurotransmissores; → falta de neurotransmissores que te deixam com esse vazio emocional que será preenchido pela comida antinutritiva. Veja o check list que preparei para você cuidar da sua conexão intestino-cérebro: - Cuide do que você come até nos momentos emocionais mais frágeis. Se a sua vida não está fácil, facilite, então, que seu organismo te sustente e te mantenha são;
- Mastigue BEM e não tem líquidos durante a refeição. Favoreça o trabalho do seu intestino e ofereça para o seu sistema digestivo a comida da forma mais pastosa possível. Como? Mastigando bem;
- Controle o seu estresse. Pratique yoga, meditação, exercícios de respiração, atividades físicas. Tenha um hobby. Todas essas ações vão ajudar o seu corpo a diminuir as quantidades de cortisol, conhecido também como hormônio do estresse, que, em altos índices, impacta na digestão e absorção dos nutrientes.
- Reduza as quantidades de açúcares em todas as formas. Existe uma relação direta entre o transtorno ansioso e a quantidade de carboidratos, que, quando digeridos, são transformados em açúcares.
- Evite a automedicação. Antibióticos, anti-inflamatórios, pílulas anticoncepcionais alteram a composição da sua microbiota.
Para quem sofre de transtornos psíquicos, eu gostaria de sugerir o uso do magnésio, uma substância que participa da síntese dos nossos neurotransmissores. Cerca de 40% da população tem deficiência de magnésio, sabia, leitor? Isso porque nosso solo é pobre nesse nutriente e os alimentos não são mais tão nutritivos como antigamente. O magnésio é o quarto mineral mais abundante do nosso organismo e desempenha mais de 300 reações fisiológicas. Ele também desempenha papel fundamental no metabolismo da glicose, na manutenção da glicemia e insulina, na produção de energia e na síntese de proteínas (quem é diabético não pode ficar sem). Outra ação interessante do magnésio é que ele auxilia o gerenciamento da dor e pode ser usado como relaxante muscular. Sim, ele tem a capacidade de recuperar os tecidos musculares e atuar bem no foco da tensão. Justamente por isso, é usado até mesmo para aliviar as dores de pacientes com cânceres. Minha sugestão é:  Não se esqueça, leitor, de sempre conversar com o médico que te acompanha. Eu e a Jolivi não indicamos a automedicação. Eu te desejo uma boa saúde, física e mental. Um abraço,  | | ANÚNCIO Uma verdadeira farmácia da natureza na sua estante (com Frete Grátis)
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