Uma anotação apreendida com um corretor de imóveis foi apresentada pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) como uma nova prova de que o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), usou dinheiro desviado do salário de assessores para comprar dois apartamentos em Copacabana, zona sul do Rio, em 2012. Flávio e sua mulher, Fernanda Bolsonaro, foram denunciados pelo MP-RJ, assim como o corretor de imóveis norte-americano Glenn Howard Dillard, que representava o proprietário dos imóveis na operação financeira. Procurada pelo UOL, a defesa de Flávio disse que o MP-RJ "mais uma vez, abusa da imaginação e da criatividade na denúncia contra o senador". De acordo com a acusação, Flávio comandou um esquema de desvio de parte dos salários de assessores em seu gabinete na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). Parte dos nomeados são funcionários fantasmas, segundo o MP-RJ. Anotações em uma agenda virtual mantida em nuvem por Dillard foram usadas pelos investigadores para sustentar a acusação de que Flávio e Fernanda usaram dinheiro desviado da Alerj para pagar ao corretor valores não declarados nos registros formais das compras dos apartamentos. Para o MP-RJ, a compra dos apartamentos com valores subfaturados e revenda poucos meses depois foi utilizada por Flávio para lavar parte dos recursos desviados da Alerj. |
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