Esta newsletter traz um resumo gratuito de conteúdo do UOL Economia+. Assinantes têm acesso à versão integral, com mais orientações. A alta do dólar está alimentando a valorização dos fundos cambiais, que estão com ganhos acumulados superiores a 40% no ano, segundo a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), muito acima de fundos de renda fixa e de fundos de ações. Vale a pena entrar nessa onda? Para especialistas, depende de qual é o seu objetivo. O que é fundo cambial? É um produto que aplica em moedas ou ativos que acompanham cotações de moedas. O gestor pode adquirir as moedas físicas, mas o mais comum é a negociação na Bolsa, a B3, de contratos que seguem os preços dessas moedas. Há contratos que representam o dólar à vista e contratos com diferentes prazos de vencimento no futuro. Veja no UOL Economia+ o rendimento dos fundos cambiais na comparação com outros fundos Quais os objetivos de quem investe em fundo cambial?- Proteção: Fundos que investem em moedas fortes, como o dólar, funcionam como um porto seguro em momentos de volatilidade dos mercados, como está acontecendo em 2020.
- Diversificação: São uma forma de investir em ativos que não dependem da economia brasileira, o que permite que o investidor possa aproveitar oportunidades em economias com resultados melhores que a nossa.
- Viagens ou compras em dólar: Separar uma parte do dinheiro e aplicar em fundo cambial funciona como uma garantia. O objetivo não é lucrar, mas manter o poder de compra daquela reserva separada para um objetivo específico.
Vale a pena entrar agora?- Se o objetivo é segurança: Se for para separar uma fatia da carteira como proteção ou para pagar uma despesa em dólar no futuro, gestores de recursos dizem que fundos cambiais continuam sendo uma alternativa válida, mesmo após uma valorização superior a 40% no ano.
- Se o objetivo é diversificação: No caso de quem não tem dinheiro em fundo cambial e quer começar a fazer uma diversificação, o momento pode não ser o melhor. Segundo gestores, o dólar até pode seguir em alta no Brasil, mas o risco de que a moeda norte-americana passe por um ajuste e caia --impactando os fundos cambiais-- não pode ser descartado.
Veja aqui mais dicas para quem quer entrar e para quem já investe em fundo cambial Atenção com o perfil do fundo cambialAntes de escolher um fundo, especialistas recomendam que você considere três coisas. - Prazos dos ativos: Fundos que aplicam em contratos de dólar na Bolsa com prazos mais curtos, de um mês, por exemplo, tendem a acompanhar a variação da moeda americana mais de perto. Já fundos que operam com contratos futuros de longo prazo e que apostam em ativos que segue também juros tendem a apresentar maior volatilidade.
- Impostos: Fundos sofrem cobrança de Imposto de Renda, sobre a rentabilidade das carteiras, e de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
- Taxas de administração: Fundos mais tradicionais, que acompanham apenas o dólar, tendem a ter taxas de administração mais baixas, inferiores a 0,3%.
Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br. Ela pode ser respondida no programa semanal Papo com Especialista, para assinantes do UOL Economia+. Assista ao vivo todas as quartas-feiras, às 12h30, ou reveja os programas transmitidos. 
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