Caso você não se lembre, neste domingo (15), todas nós temos um encontro marcado. É hora de sair da toca pra votar. E eleger a prefeita ou prefeito e as vereadoras ou vereadores da sua cidade. Já avaliou se o seu candidato tem plataformas voltadas pras mulheres? E se tem um histórico de defesa dos direitos humanos e das causas femininas? Universa acompanha de perto a política feita por e para as mulheres. Recentemente, a gente discutiu quem ganha com a estratégia de trazer mulheres como candidatas a vice, que vem se tornando cada vez mais comum, em chapas lideradas por homens. E também analisamos quais as chances de o Brasil voltar a ter uma mulher no comando dez anos depois de eleger sua primeira presidente. Neste sábado, às vésperas da votação, vamos publicar uma matéria em que nossa repórter Camila Brandalise levanta uma questão importante: mulher tem que votar em mulher? E, se a resposta é sim, qualquer candidata vale? Enquanto você vai pensando nessa questão, confira aqui algumas reportagens e colunas sobre política que a gente publicou recentemente e que podem te ajudar a fazer uma escolha mais consciente nesse fim de semana. 1. Vote em mulheres feministas. O chamado veio da nossa colunista Maqui Nóbrega que intimou as leitoras a se posicionarem no domingo. "Apesar de as candidaturas femininas terem aumentado muito nos últimos anos, as mulheres eleitas ainda são minoria. Quanto mais mulheres entrarem em cargos políticos, mais vão inspirar outras mulheres. Tá nas nossas mãos equilibrar essa balança!", convoca Maqui. 2. Vote em maricas. No dia da eleição, que tal trocar os valentões por maricas? Essa foi a provocação feita pelo nosso colunista Matheus Pichonelli. Ele lembrou que o termo "maricas", usado pelo presidente Jair Bolsonaro para se referir a quem se protege e se cuida durante a pandemia, também é usado, de forma pejorativa, para se referir a homens que "se comportam com modos femininos". "O Brasil vai às urnas escolher seus futuros prefeitos e vereadores. Será um país menos acovardado se começar a mandar para o lixo da história os que confundem sensibilidade com covardia e burrice com bravura." 3. Vote em "gordas", "porcas" e "burras". Hein? Pois é, esses são apenas alguns dos xingamentos que as candidatas a prefeituras do país recebem nas redes sociais. Segundo reportagem das nossas parceiras do site Azmina, as candidatas são bombardeadas com uma média de 40 tuítes diários com ofensas. As mais atacadas foram as candidatas a prefeitura de São Paulo Joice Hasselmann (PSL), de Porto Alegre Manuela D'Ávila (PCdoB) e do Rio de Janeiro Benedita da Silva (PT). "Quando os ataques são feitos às mulheres, em geral é por uma questão física. Não há ataques falando da minha qualidade legislativa", disse Joice. 4. Vote na vice. Tão ou mais simbólica que a recente vitória do democrata Joe Biden na disputa pela presidência dos Estados Unidos foi o fato de sua vice, Kamala Harris, ser a primeira mulher, e também a primeira mulher negra, eleita para o cargo. "Ela chega à vice-presidência com grande chance de poder disputar uma eleição presidencial. Biden, por causa da idade [ 77 anos], pode não disputar uma reeleição e projetar o nome dela", aposta nossa colunista Maria Carolina Trevisan. 5. Vote numa mãe. Universa mostrou numa reportagem que a maternidade é um fator que dificulta o ingresso das mulheres na política, principalmente pela falta de rede de apoio. Mas isso não foi empecilho para muitas candidatas que somaram a campanha à sua lista de obrigações. Nomes como Amália Tortato (Novo) que tenta uma vaga de vereadora em Curitiba e é mãe de uma bebê. "Com mais mães se candidatando, nós também estamos mostrando que é possível conciliar as coisas. Dá mais trabalho, claro, mas as mulheres não devem deixar de lutar por um cargo público." 
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