Televisão não é ciência. O conhecimento acumulado, as informações oferecidas por pesquisas e a experiência prática ajudam muito na hora de tomar decisões, mas não são garantia de acerto. Erros em programação, eventualmente, não têm uma explicação razoável. Digo isso para comentar um caso de erro de programação que vai na direção oposta. Pois se trata de um erro previsível, enxergado por todo mundo que acompanha o meio audiovisual. Falo do programa esportivo "Arena SBT", que a emissora de Silvio Santos estreou no final de outubro. Exibidas as primeiras quatro edições, o "Arena SBT" acumula média de audiência de 2,5 pontos em São Paulo. É um índice muito ruim, que deixa o canal distante dos dois principais concorrentes, Globo e Record. Para piorar, o programa derrubou a audiência do "The Noite", que é exibido em seguida. Diferentemente da promessa de renovar o gênero, trata-se de uma mesa-redonda tradicional de futebol, comandada por Benjamin Back, com a presença de outros comentaristas. Por mais de um a hora, ficam discutindo detalhes da rodada do Brasileirão, com ênfase nos times de São Paulo. Todos falam ao mesmo tempo e raramente fazem observações originais. O mau desempenho do programa era previsível por vários motivos. Primeiro: o dia e o horário de exibição, às segundas, entre 23h30 e 0h45. Segundo: o perfil do público do SBT, que não combina com este tipo de programa. Terceiro: o fato de seguir um modelo antigo, ultrapassado, de debate esportivo. Quarto: compete num segmento que já é muito bem servido na TV por assinatura. O "Arena SBT" aparentemente integra o pacote que a emissora comprou ao adquirir, em setembro, os direitos de transmissão dos jogos da Libertadores. Como as partidas são, normalmente, às terças e quartas, uma tentativa que a emissora poderia fazer seria mudar o programa de debates para um destes dois dias. 
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