O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nomeou hoje Rolando Alexandre de Souza para o cargo de diretor-geral da PF (Polícia Federal). O termo de posse foi assinado em uma cerimônia reservada em seu gabinete poucos minutos após a publicação. A troca no comando da PF foi o pivô do rompimento de Bolsonaro com o ex-ministro Sergio Moro —que acusa o presidente de tentar interferir na PF— e estimulou seus ataques contra o ministro Alexandre de Moraes —que suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem, primeiro nome indicado para o cargo. Próximo de Ramagem, Souza já foi agente da PF e foi militar do Exército. Também já atuou na Abin (Agência Brasileira de Inteligência), agência pela qual Bolsonaro tem interesse especial, uma vez quer ter acesso a relatórios de inteligência feitos pela PF diretamente. Poucas horas após tomar posse, Souza tomou como primeira decisão a troca da chefia da superintendência do Rio de Janeiro, foco de interesse da família Bolsonaro. Alvo da interferência do presidente, a Superintendência do Rio já perdeu produtividade em 2019, conforme mostrou reportagem do UOL. A posse, escreve o colunista do UOL, Rubens Valente, reforça o caráter intervencionista de Bolsonaro na PF: foi a primeira vez em 17 anos que ela não ocorreu na sede da PF ou no Ministério da Justiça, mas na Presidência. Também foi a primeira vez que ela foi fechada à imprensa. |
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