Lideranças do PT e do PSB tentam viabilizar uma chapa que una Lula como candidato a presidente da República e Geraldo Alckmin como vice. O ex-presidente já teve três encontros com o ex-governador de São Paulo, sendo o primeiro deles em julho, na casa do ex-deputado federal e ex-secretário de Alckmin Gabriel Chalita, com a presença do ex-prefeito Fernando Haddad. Segundo a colunista Thaís Oyama, Lula, que enfrenta sua maior taxa de rejeição em São Paulo — estado que Alckmin governou por quatro vezes e onde tem um eleitorado cativo — tem dito a interlocutores que "sempre" gostou do ex-governador. Afirma que seus embates com Alckmin se deram na arena eleitoral, mas nunca no governo, e que a preocupação social é o elo que une os dois. "O Geraldo Alckmin é o único tucano que gosta de pobre", diz Lula a amigos. Sobre a resistência que a ideia de uma aliança com um tucano encontraria em setores mais radicais de seu partido. Já Alckmin acredita que o fato de Jair Bolsonaro estar "do outro lado" justificaria essa "atitude extrema". Como Lula, o ex-governador de São Paulo vê no presidente uma real ameaça à democracia. Assim, crê ser dever "de todos" evitar que Bolsonaro se reeleja e, com isso, possa, por exemplo, nomear os quatro próximos ministros do Supremo Tribunal Federal. Na newsletter Olhar Apurado de hoje, trazemos uma curadoria com os pontos de vista dos colunistas do UOL, que acompanham de todos os ângulos a repercussão do noticiário. 
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