O governo brasileiro gastou pelo menos R$ 440 mil com uma comitiva de dez pessoas enviada a Israel entre os dias 6 e 10 de março para conhecer uma vacina em desenvolvimento e um spray nasal contra a covid-19. Com apoio de consultores, advogados e servidores, o UOL obteve uma estimativa de custos. Parte das despesas se mantém desconhecida, porque alguns valores ficaram em sigilo e órgãos não prestaram os devidos esclarecimentos. Como muitos gastos foram feitos em dólar, a reportagem utilizou o câmbio da véspera da viagem, 5 de março. Neste dia, o dólar estava cotado a R$ 5,68. A estimativa de custos mínimos - Jato da FAB (combustível, taxas aeroportuárias e diárias de militares): R$ 385 mil
- Diárias da comitiva: R$ 59 mil
- Total: R$ 444 mil
A maior parte dos custos se deveu ao jato da Aeronáutica usado na viagem. A comitiva contou com a participação de três diplomatas, um assessor internacional, dois deputados —Eduardo Bolsonaro e Hélio Lopes—, dois técnicos em saúde, um segurança e um secretário de comunicação. O jato usado pela Aeronáutica para a comitiva de dez pessoas poderia transportar cerca de 40 passageiros. Em companhias aéreas, a reportagem encontrou preços mais baratos do que os gastos feitos com o avião da FAB. O total em passagens aéreas ficaria entre R$ 100 mil e R$ 146 mil, e não os R$ 385 mil gastos por se utilizar o jato da FAB. O chanceler Ernesto Araújo defendeu a necessidade da comitiva, apesar das restrições impostas pela pandemia. "Contato presencial é que abre portas. Essa relação não aconteceria se não tivesse contato presencial." 
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