quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Finalmente entendi pra que servem as raízes

Olar! :)

A newsletter hoje tá um pouco diferente: compartilho contigo algo que escrevi no meu caderninho-diário esses dias:

Amo a vida que cabe no meu quarto. Balançar na minha rede amarela e admirar meu mural de recordações. Ter perto de mim os livros que me transformaram, e neles os grifos e rabiscos que fiz. Olhar pra as plantas que generosamente me fazem companhia apesar dos meus cuidados desajeitados. Ver pedaços da minha história e do meu olhar refletidos ao meu redor. Usar a parede como tela de cinema e pulverizar cheirinhos de baunilha ou canela antes de encher a mesa de recortes, papéis, cola e estilete e brincar de artista.

Mas amo, também, a vida que não cabe em espaço algum. A sensação de estar em movimento e de que nele tudo é possível. A leveza de carregar tudo que preciso numa mochila e no coração. Sentir meus pés descalços na grama ou na areia da praia e aterrar. Aprender sobre a vida conversando ou só observando outras gentes. Ter a liberdade de poder ser quem quiser (inclusive quem realmente sou). Sentir nos poros a certeza de que estou realmente viva, e não só sobrevivendo.

Amo ficar e amo ir embora. Na pandemia, parece que esses dois lados cresceram: tanto a sensação de que casa é proteção (e o apego a esse mundinho que construí dentro de quatro paredes, buscando felicidade e aprendizado do jeito que dava) quanto a urgência de fugir dessas mesmas paredes, que tanto protegem quanto aprisionam. 

Desde março de 2020, venho me sentindo culpada por dedicar mais energia e dinheiro pra deixar minha casa com minha cara, depois de anos pensando que não queria me apegar a nada que não coubesse na mochila. E também venho sentindo mais que nunca a importância de estar com a família.

Vez ou outra me peguei desejando estar num dos extremos das "bolhas" com que convivo: tem as pessoas satisfeitas de fincar mais e mais fundo suas raízes e outras que não se sentem pertencentes a lugar algum e só querem saber de voar.

Acho que agora entendi aqui dentro o que a razão já me dizia: tudo bem não me encaixar. Afinal, de um jeito ou de outro, cada um de nós só vai ser realmente feliz quando se aproximar mais das suas próprias verdades.

É claro que é trabalhoso, porque na falta de uma fórmula simples pra seguir temos que tatear a construção do nosso próprio percurso e se responsabilizar por onde ele nos levar. Mas passo a passo, seguindo o coração, confio no caminho.

<3


E uma novidade:

Te envio esse e-mail enquanto um beija-flor pousa numa papoula em frente à janela no meu quarto no sul da Bahia, onde vim passar um tempo com duas amigas nômades que conheci pelo Instagram, e com quem estreitei laços virtualmente durante a pandemia.

"Manda foto de agora":



Não estamos turistando, frequentando bares ou restaurantes, nem tendo contato direto com outras pessoas, por preservação a nós mesmas e aos moradores daqui. Mas ter um cantinho aconchegante no meio da natureza e a poucos minutos da praia tem sido um privilégio incrível. Regar cada refeição com conversas infinitas sobre traumas, desejos, sonhos e questionamentos político-filosóficos também.

E numa dessas conversas, percebi: às vezes encaramos raízes como algo que nos prende. Mas elas são o que nos sustenta pra crescer e ir bem longe - se assim quisermos.


Abra Suas Janelas

E aproveitando o gancho da foto de janelas abertas aí em cima (hehe), uma novidade pra quem me acompanha aqui na newsletter: se você comprar meu livreto sobre Síndrome de Impostor até dia 30/01, o convite pra roda de conversa online que vai rolar no dia 31/01 às 17h fica por minha conta. Afinal, não posso perder essa chance de te conhecer cara a cara, né? – ainda que virtualmente. :)

Não sabe do que tou falando?

O Abra Suas Janelas é um ponto de partida pra viajar pra dentro, embarcando numa jornada pessoal e coletiva de reflexão e desconstrução. O coração do projeto é um livreto temático digital todo feito por mim, com cerca de 30 páginas.

Ele junta curadoria de conteúdo jornalístico, escrita criativa, exercícios de autoconhecimento e no final incluí uma colagem manual que criei com base no tema (e você pode imprimir e usar pra decorar a casa, como eu fiz haha).

O livreto tá disponível pra compra por R$ 19,90 por esse link, e você recebe o PDF por e-mail em poucos minutos depois de confirmar o pagamento. Pra quem quer participar da roda de conversa, o padrão é fazer a compra por esse outro link e pagar R$ 29,90. Mas como você assina a newsletter e é muito VIP (hehe), é só me mandar um e-mail com o nome e sobrenome que usou pra comprar o livreto e anoto aqui pra te mandar o acesso ao encontro virtual.

Lá no @abrasuasjanelas você encontra respostas às perguntas mais frequentes sobre o projeto, mas se ainda tiver dúvidas é só responder o e-mail ou mandar mensagem lá. ;)



Um abracinho virtual apertado desde a Bahia,

Luísa
 

 
 
Ainda não tá seguindo o Janelas Abertas nas redes sociais?
Instagram
Website
Facebook
YouTube
Pinterest
Este e-mail foi escrito com carinho por Luísa Ferreira.
Gostou do conteúdo? Tem muito mais no blog! Olha alguns assuntos que você encontra por lá:


DICAS PRÁTICAS DE VIAGEM
VIAGEM PRA DENTRO
HISTÓRIAS DE VIAJANTES
GUIA PRA VIAGENS BARATAS
GUIA DE WORK EXCHANGE
GUIA DE ESTUDOS NO EXTERIOR
PRINCIPAIS POSTS
SOBRE O BLOG

Você se inscreveu no site Janelas Abertas pra receber esta newsletter. Você pode atualizar suas preferências ou cancelar sua inscrição.

Copyright © 2018 Janelas Abertas, Todos os direitos reservados.


Email Marketing Powered by Mailchimp

Nenhum comentário:

Postar um comentário