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Reeleito presidente com 64,2 milhões de votos, o que representa 51,79% do eleitorado, Lula afirmou em seu discurso de vitória que é necessário regular as redes sociais e que a atual disputa o fez pensar em mudar o jeito de governar. Ao celebrar com milhares de apoiadores na Avenida Paulista, o petista dedicou o triunfo aos trabalhadores, jovens e mulheres.
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FLÁVIO NÃO RECONHECE DERROTA
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Derrotado no segundo turno após receber 59,8 milhões votos, o equivalente a 48,21% do eleitorado, Flávio Bolsonaro não reconheceu o resultado das urnas. O senador falou em judicialização para tentar anular a votação. O principal argumento do candidato do PL foi o adiamento, por duas horas, da votação em todo país, determinado pelo ministro do STF Cristiano Zanin.
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O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, apesar de ter referendado a decisão de Cristiano Zanin sobre adiar o tempo de votação, disse que a ordem 'gerou dificuldades no processo eleitoral'. O ministro também falou em 'dificuldades pontuais' de deslocamento em grandes cidades, argumento usado pela campanha do PT para pedir a prorrogação. Nunes Marques reconheceu o resultado e afirmou ter ligado aos dois candidatos.
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Após a virada histórica sobre Flávio Bolsonaro, Lula terá vários desafios em seu quarto mandato. No campo econômico, o presidente terá de lidar com a crise fiscal, principalmente após o pacote de bondades apresentado antes do segundo turno. Precisará lidar também com um Congresso ainda mais conservador, pressão por reforma no Judiciário e para solucionar temas relevantes para a população, como a segurança pública.
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O mercado não reagiu bem à reeleição de Lula. Nos EUA, o EWZ, que representa as ações brasileiras no mercado americano, derrete cerca de 26% no pré-mercado desta segunda. Analistas dizem ainda que a bolsa brasileira pode entrar em circuit breaker e o dólar disparar, podendo chegar a até R$ 5,40 em 2027.
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Após a derrota de Flávio, o bolsonarismo terá o desafio de manter sua agenda viva e deverá usar a vantagem conquistada no Congresso, com as maiores bancadas, para isso. O primeiro teste, inclusive, estará nas eleições para as presidências da Câmara e o senado. O revés também enterra os planos de indulto a Jair Bolsonaro e a anistia aos condenados por golpe de Estado.
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