Bom dia!
Depois do pânico com a vitória de Lula para a Presidência, que fez a Faria Lima e investidores globais liquidarem ativos brasileiros, há uma tentativa de volta à normalidade. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, derreteu quase 19,82% na segunda. Nesta manhã, ele começa com alguma volatilidade e ainda em queda, mas em linha com o desempenho dos mercados internacionais.
Ainda é cedo para esperar uma acomodação dos ânimos dos investidores, que têm má vontade declarada contra a gestão de Lula. Mas também é difícil justificar uma liquidação tão acentuada do valor dos ativos, o que deve abrir novas oportunidades de compra.
A terça-feira tem agenda fraca, com destaque para o relatório de Estabilidade Financeira, que será apresentado pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Investidores devem continuar de olho no pós-eleição, prestando atenção especial aos nomes que podem formar a equipe econômica. Um dos cotados para a Fazenda é Rafael Fonteles, eleito governador do Piauí. Também circula o nome de Geraldo Alckmin.
No exterior, o destaque são os resultados financeiros das companhias, isso enquanto investidores aguardam a decisão de juros do Fed, que será divulgada na quarta-feira. De acordo com as projeções da ferramenta Fed Watch, 89% dos investidores apostam em manutenção da taxa no atual intervalo, entre 3,75% e 4% ao ano, com um aumento projetado para dezembro.
Ao mesmo tempo, o fantasma da inflação ainda assombra os mercados. O petróleo é negociado a US$ 116 por barril. Bons negócios.
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