Bom dia!
O noticiário americano tenta voltar à normalidade nesta quarta-feira, com investidores à espera de balanços do setor financeiro, da inflação dos EUA em setembro e ainda do Livro Bege do Fed, que mostra as condições da economia do país. Os dois últimos dados são considerados cruciais pelo mercado financeiro, que espera confirmar as apostas de que a alta de juros por lá ocorra novamente apenas em dezembro.
Os futuros do S&P 500 e do Dow Jones avançam neste começo de manhã, com a expectativa de que as notícias vindas dessa bateria de divulgações serão positivas – e ignorando novas subidas do petróleo no mercado internacional.
O Brasil, no entanto, ignora os sinais positivos vindos do exterior. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, recua no pré-mercado, ampliando as perdas registradas na volta do feriado. Na véspera, o Ibovespa recuou mais de 1% e fechou abaixo do patamar do primeiro pregão pós-primeiro turno.
Investidores começam a se dividir entre uma relativa recuperação do presidente Lula nas pesquisas eleitorais, isso enquanto procuram no plano de governo de Flávio Bolsonaro algum indício de que as promessas de ajuste fiscal sejam sólidas, e não apenas uma estratégia vazia para arrebanhar apoio da Faria Lima e do empresariado brasileiro.
Nesta quarta, o destaque da agenda doméstica deve ser a votação do fim da escala 6x1 no Senado, uma bandeira encampada pelo governo federal. Depois de se opor frontalmente à medida, agora Flávio Bolsonaro diz que votará a favor – enquanto já fala em mudar a nova lei novamente quando for eleito. Bons negócios.
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