Bom dia!
Por quantos pregões consecutivos é possível ignorar o que ocorre com os preços do petróleo? É difícil cravar uma resposta. Nesta quinta, o brent avança cerca de 3% e ronda a cotação de US$ 112 por barril no mercado internacional, isso depois de notícias de escalada do conflito no Oriente Médio e planos de que os Estados Unidos e Israel voltariam a atacar o Irã após as eleições de meio de mandato nos EUA.
Nisso, os futuros das bolsas americanas derretem no pré-mercado, com o índice Nasdaq recuando quase 2%. Pesam ainda sobre as bolsas os resultados financeiros da Meta e da Tesla. Apesar de terem superado as estimativas do mercado, os números não foram suficientes para alimentar as expectativas futuras, especialmente quando as apostas são altas.
O fato é que a disparada do petróleo tem efeitos deletérios sobre a economia como um todo, e pesa sobre a capacidade de consumo das famílias. A inflação elevada tende ainda a levar a um aumento de juros, o que torna a equação dos investimentos em IA ainda mais difícil.
O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, acompanha o pessimismo e recua. A agenda doméstica está focada na política. O destaque principal deve ser a pesquisa Datafolha, que sai no final do dia. Na agenda econômica, o Bradesco dá a largada da temporada de balanços de bancos na B3, mas com a crise de inadimplência e as promessas de renegociações e congelamento de dívida nas campanhas eleitorais, até os resultados financeiros podem ser politizados nesta semana. Bons negócios.
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