Bom dia!
Após os recordes de Nasdaq e S&P 500, renovados na terça-feira, o inevitável acontece: investidores voltam a avaliar o risco de os mercados financeiros estarem diante de uma bolha prestes a estourar. A nova projeção de que esse momento está próximo veio do megainvestidor Ray Dalio.
As evidências vão além da valorização das ações. A euforia ao redor das empresas de inteligência artificial é financiada por dívida na casa dos bilhões em um cenário em que os juros tendem a subir por causa da inflação. Há ainda uma concentração do mercado nessas ações, o que também caracteriza a formação de bolhas. E enquanto as mega ações disparam, o resto do mercado está estável ou caindo, o que também funciona como um elemento para prever o fim de um ciclo de expansão.
O grande desafio dos investidores continua sendo um só: apesar das evidências, é muito difícil prever quando o estouro acontecerá. Quem sai cedo demais, deixa dinheiro na mesa. Quem demora para sair pode ver o valor dos seus investimentos evaporar no ar.
Nesta quarta, a queda dos mercados é puxada tanto pela realização de lucros quanto pela subida do petróleo, que vira o pêndulo do mercado para o medo da alta de juros. No noticiário econômico, o destaque é a ata da última reunião do Fed,
O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, acompanha o sinal negativo dos futuros americanos, enquanto investidores mantêm suas atenções nas articulações para o segundo turno das eleições presidenciais no Brasil. Bons negócios.
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