Bom dia!
Os futuros do S&P 500 e do Nasdaq começam o primeiro pregão de outubro em alta, isso após um mês de setembro extremamente negativo para os mercados financeiros. Se o dia é positivo, agradeça à IA. A fabricante de chips Micron anunciou seus resultados, que foram impulsionados pela demanda por processadores para suportar a expansão dos serviços de inteligência artificial. Nisso, as ações tech começam o dia no positivo.
Deve ser difícil, porém, varrer para baixo do tapete o efeito da disparada do rendimento das Treasuries. Os títulos de 10 anos sobem para 5,31%, no maior patamar desde 2002. Os papéis com vencimento em 30 anos rendem 5,66%. O aumento dos juros de longo prazo tem impacto direto sobre as perspectivas de investimento e crescimento econômico, além de afetar os cálculos de rentabilidade das ações. Na prática, há um êxodo da renda variável.
Outro motivo para a subida do rendimento das Treasuries é o receio da inflação. Na quarta, a divulgação do PCE trouxe algum alívio para o mercado graças à estabilização do nível de preços nos EUA. A inflação por lá está em 3,4%. Considerando o núcleo da inflação, que desconta os preços de alimentos e energia, a taxa é de 3%. Os percentuais estão acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve, mas ao menos não estão acelerando.
O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, opera em queda no pré-mercado, após a disparada na véspera. Os papéis brasileiros estão sob efeito da volatilidade do período eleitoral. A agenda de indicadores é fraca e, por aqui, o calendário político dita o humor do mercado. Os destaques são a pesquisa Datafolha, o debate presidencial na Globo e a entrevista do presidente Lula ao podcast Flow. Bons negócios.
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