Bom dia!
Com o alarme disparado pela aceleração da inflação ao consumidor nos EUA, investidores devem dedicar a quinta-feira a destrinchar os preços ao produtor. E faz sentido. Se produtores estão pagando mais caro por insumos, a tendência é que o fenômeno retroalimente a inflação ao consumidor nos meses seguintes.
Nisso, crescem as apostas de alta de juros, com pressão adicional sobre as bolsas. Não à toa, os futuros do S&P 500 e do Nasdaq operam em queda nesta manhã. Juros mais altos tornam mais difícil a conta dos investimentos em inteligência artificial.
O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, acompanha a tendência negativa. Para além da pressão externa, cresce a ansiedade com as eleições no mercado doméstico. Pesquisas eleitorais têm mostrado uma redução da vantagem de Flávio Bolsonaro sobre o presidente Lula nas intenções de votos, isso enquanto o mercado financeiro recalcula o quanto é possível confiar em promessas feitas pelo candidato do PL.
Na noite de quarta, o Senado aprovou o fim da jornada 6x1, bandeira encampada pelo presidente Lula, também com voto de Flávio, que é senador. Até esta semana, ele era opositor ferrenho da medida. Agora, votou a favor enquanto promete novas medidas "pró-empresários" caso seja eleito.
Para além da digestão da aprovação no Senado, a Faria Lima deve ainda destrinchar novas pesquisas eleitorais. Bons negócios.
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